Doméstica é suspeita de matar patroa no litoral paulista

Após confessar sua participação no crime, empregada indicou para a polícia onde o corpo foi enterrado e garantiu que fez tudo sozinha

Zuleide de Barros, Especial para O Estado

08 de outubro de 2014 | 18h00

ITANHAÉM - A Polícia de Itanhaém está solicitando a quebra do sigilo bancário da aposentada Terezinha Barbosa, de 57 anos, que foi morta e teve seu corpo enterrado na sua própria casa, no bairro Belas Artes. A empregada doméstica confessou sua participação no crime e indicou para os policiais onde o corpo foi enterrado: sob o piso do quarto da vítima, que foi cuidadosamente refeito, sem deixar vestígios. A acusada garante que fez tudo sozinha, mas a polícia acredita na participação de outras pessoas no crime.

Desde o último dia 3 de agosto a aposentada estava desaparecida, fato que chamou a atenção da única filha, residente na capital. Desconfiada da ausência repentina da mãe, ela resolveu denunciar o desaparecimento em um boletim de ocorrência, quando os policiais passaram a investigar o caso. De acordo com o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Douglas Borguez, o crime teria sido premeditado pela doméstica, que confessou ter sacado R$ 5 mil com o cartão da vítima, que foi gerente de uma agência do Banco do Brasil na cidade.

Além dos cartões de crédito, também desapareceram da casa da vítima o seu automóvel e os cachorros. Detida na última terça-feira, 7, para averiguação, a empregada doméstica não soube informar o paradeiro dos cães e do carro. Ela contou que a patroa teria cometido suicídio e, apavorada, resolveu enterrá-la. Como não foi presa em flagrante, a funcionária da aposentada acabou sendo liberada. Após a informação de que a aposentada estava enterrada em sua própria residência, a polícia solicitou o apoio dos bombeiros para a remoção do corpo, a 1,5 metro do chão.

O responsável pela ocultação do cadáver colocou cal sobre o corpo, cimentou o local e recompôs o piso desfeito. "Sem dúvida, foi uma atitude premeditada", afirmou o delegado. Ele acredita até que a aposentada pode ter sido envenenada. O Instituto Médico Legal deverá apontar a causa da morte. Independente da liberação do laudo, os investigadores da DIG já estão investigando outras pessoas que teriam participado do crime.

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