Dois suspeitos morrem em tiroteio dentro de condomínio na Mooca

Segundo moradores, zelador notou a ação de dois assaltantes, chamou a polícia e distraiu a dupla; amigos dizem que eles eram pichadores e não tinham armas

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

01 Agosto 2014 | 11h05

Atualizado às 23h56

SÃO PAULO - Dois suspeitos morreram baelados por policiais militares no penúltimo andar de um condomínio na Avenida Paes de Barros, Mooca, zona leste da capital paulista. Na ação, que ocorreu no início da noite desta quinta-feira, 31, um PM foi ferido no braço. Alex Dalla Vecchia Costa, de 32 anos, e Ailton dos Santos, de 33, não resistiram aos ferimentos e faleceram no 18º andar do prédio.

Segundo amigos das vítimas, eles eram pichadores e não assaltantes. "Meu primo nunca teve uma arma, nunca matou nem feriu ninguém, todo mundo sabe e é evidente que o que ele fazia era pichar. É com toda certeza, conhecendo meu primo, que eu falo que o Alex não entrou nesse prédio pra roubar", afirmou um primo de Costa em sua página no Facebook. A polícia diz que encontrou armas com os rapazes e que eles atiraram em direção aos PMs.

De acordo com o boletim de ocorrência, a dupla conseguiu invadir o edifício porque o porteiro os confundiu com moradores. Eles usaram o elevador para subir até o 17º andar. Lá, subiram dois lances de escadas e se depararam com o zelador do condomínio. O homem estranhou a presença dos rapazes e, ao questioná-los, disseram estar no local para realizar "manutenção do prédio".

Desconfiado, o funcionário os deixou e seguiu ao térreo, para pedir ao porteiro que avisasse os moradores e ligasse à polícia. "Eu corri para trancar a porta, fiquei desesperada", relatou a estudante Isadora Licastro, de 15 anos, que estava sozinha em casa quando recebeu a chamada pelo interfone.

A PM encontrou os assaltantes no interior de um apartamento vazio no 18º andar. Quando viu a presença das autoridades, Costa teria sido o primeiro a disparar e atingir o braço de um dos policiais, que revidou e o matou na cozinha. Santos também teria efetuado disparos em seguida, mas foi atingido no quarto, onde morreu. O resgate chegou a ser acionado.

Nenhum morador do condomínio presenciou a ação, mas vários relataram ter ouvido o barulho de "muitos tiros". A secretária Alessandra Licastro, mãe de Isadora, afirmou que o andar do confronto estava "cheio de sangue". Outros moradores disseram só ter ficado sabendo do caso no dia seguinte.

O caso foi encaminhado ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

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