Dois secretários de Kassab defendem pedágio urbano

Dois secretários da gestão Gilberto Kassab (PSD) disseram ontem serem favoráveis à implementação do pedágio urbano em São Paulo. As afirmações foram feitas por Eduardo Jorge, do Verde e Meio Ambiente, e Marcelo Cardinale Branco, de Transportes, em um seminário na Fiesp.

CAIO DO VALLE , JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2012 | 03h02

Ambos falaram na abertura do evento, na Avenida Paulista, voltado à discussão de medidas para melhorar a mobilidade de pedestres. O primeiro a defender o pedágio urbano foi Jorge. "Insisto: para melhorar a mobilidade, limpar a cidade, melhorar a saúde das pessoas e salvar vidas, tem uma questão que as cidades não podem fugir, que é a restrição ao uso abusivo do automóvel e da moto. Não tem saída." Para ele, no entanto, as autoridades, incluindo Judiciário e Legislativo, "fogem disso como o diabo da cruz". "A medida que está sendo usada com sucesso em outros países é o pedágio urbano. Ele é necessário e vai melhorar imediatamente os congestionamentos", ressaltou.

De acordo com o secretário, a arrecadação com o pedágio iria para um fundo destinado a investimentos em metrô, ônibus e melhorias de calçadas. Jorge disse, porém, que o prefeito Kassab é contrário à ideia e sua opinião "é um ponto de vista pessoal". Em seguida, ele passou a palavra para Cardinale Branco, que acumula a presidência da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). O dirigente afirmou que, assim como Jorge, é "favorável" ao pedágio urbano.

Polêmica. A restrição à circulação de veículos nas áreas mais centrais é um assunto polêmico. Em julho, um documento da Prefeitura citou o pedágio urbano como solução, embora a atual gestão tenha por várias vezes reiterado que não o adotará. Um edital da Secretaria de Transportes na época mencionava a restrição como uma das "iniciativas relacionadas à gestão do trânsito". A medida abrangeria área de 233 km². O valor seria R$ 1. Ou seja, menos que o previsto em um projeto existente na Câmara, de R$ 4.

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