Dois são presos suspeitos de pertencerem à rede de pedofilia

Empresário e filho fariam parte de grupo de renome que aliciava crianças em escolas e ruas de Catanduva

Chico Siqueira, especial para O Estado de S.Paulo

18 Fevereiro 2009 | 19h35

A Polícia Civil deteve nesta quarta-feira, 18, dois suspeitos de pertencer a uma suposta rede de pedofilia em Catanduva, no interior paulista. Um dos presos é um empresário dono de uma S-10 e de uma casa luxuosa, que seriam usadas pela quadrilha para alicias as crianças. O outro detido é filho do empresário. Ambos negaram envolvimento no caso.   Veja também: Polícia Civil de Catanduva investiga rede de pedofilia Gerente de projetos é preso suspeito de pedofilia em SP Crimes na internet cresceram em 240% em seis meses, diz ONG Todas as notícias sobre pedofilia    De acordo com a titular da Delegacia da Mulher, Rosana da Silva Vanni, fotografias dos dois serão mostradas às crianças, para reconhecimento. Segundo ela, até agora a polícia constatou que quatro homens, entre 20 e 30 anos - três deles de famílias de renome na sociedade local -, são apontados como suspeitos. "Um deles é filho de um médico, o outro é empresário e o terceiro é filho de um empresário, todos conhecidos na cidade. Ainda não sabemos qual é ocupação do outro suspeito", disse a delegada.   Segundo denúncia feitas por mães à juíza Sueli Juarez Alonso, Vara da Infância e da Juventude, 47 crianças teriam sido pegas na frente da escola, em pontos de ônibus e nas calçadas e levadas para uma mansão onde eram filmadas e molestadas. A suspeita é de que as imagens fossem distribuídas numa rede de pornografia infantil.   Sueli, que trabalhou no caso de Porto Ferreira, onde seis vereadores foram presos por pedofilia, disse que a situação em Catanduva "é bem mais grave, pois aqui estamos lidando com crianças, enquanto lá as vítimas eram adolescentes".   As mães procuraram a juíza depois que a polícia encerrou um inquérito apontando que apenas o borracheiro João Barra Nova Melo, de 46 anos, e seu sobrinho William Melo Souza, de 19, foram os únicos autores de abusos cometidos contra 12 crianças. As mães, além de apontarem novos suspeitos, também revelaram que não seriam 12, mas sim 47 as crianças abusadas pelos pedófilos. Na terça-feira, a Justiça determinou abertura de novo inquérito que culminou na detenção dos dois suspeitos.

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