Ernesto Rodrigues/AE
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Dois são presos em Congonhas ao tentar recuperar aparelho que clona cartões

Dispositivo conhecido como 'chupa-cabra' foi instalado em caixa eletrônico localizado a menos de 50 metros de posto policial; acusado já foi preso por praticar o mesmo crime em uma rodoviária

Isadora Peron, de O Estado de S. Paulo

12 Julho 2012 | 19h54

Dois homens foram presos nesta quinta-feira, 12, no aeroporto de Congonhas ao tentar retirar um dispositivo conhecido como "chupa-cabra", usado para clonar cartões de crédito, de um caixa eletrônico localizado a menos de 50 metros do posto da Polícia Civil. O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, da Delegacia Especializada no Atendimento ao Turista (Deatur), afirmou que as investigações vão revelar se o grupo atuava em outros aeroportos do País.

 

Após a prisão, Rosinaldo Oliveira Soares, 35 anos, e Danilo Araujo Sena, 19 anos, foram levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros. Eles são acusados de tentativa de furto mediante fraude. A pena pode chegar a cinco anos de prisão. A polícia procura ainda por outros dois homens que fariam parte da quadrilha.

 

As filmagens do circuito interno do aeroporto mostram Soares e uma pessoa não identificada colocando o dispositivo no caixa eletrônico na quarta-feira, por volta das 18 horas. A instalação não levou mais que alguns minutos. A prisão ocorreu menos de 12 horas depois. Após perceberem a irregularidade, três policiais passaram a noite de vigília esperando os suspeitos virem buscar o aparelho. Às 5h38, Soares e Sena chegaram ao local. Com eles foram apreendidos duas chaves de fenda e uma ferramenta tipo formão.

 

O kit para coletar os dados dos cartões de crédito era formado por dois dispositivos. Um deles foi instalado no lugar do leitor de cartão. O outro, composto por uma câmera de celular e três baterias com capacidade de 12 horas de gravação, foi posto acima do teclado onde as pessoas digitam a senha. Segundo o delegado Gonçalves, a perfeição com que as peças foram moldadas chamou atenção.

 

Tentativa frustrada. Outras imagens, do dia 23 de junho, mostram Soares e um diferente comparsa instalando um aparelho semelhante no mesmo caixa eletrônico. O dispositivo foi descoberto por um vigilante do aeroporto e entregue à polícia.

 

Segundo a delegada Fernanda Herbella, que conduziu a investigação, Soares já foi preso por crime semelhante na Bahia, no ano passado. O local escolhido daquela vez não foi um aeroporto, e sim a rodoviária de Salvador.

 

Os dois suspeitos são do Ceará, de um município chamado Novo Oriente, que, segundo Fernanda, é conhecido por exportar quadrilhas especializadas nesse tipo de crime. A delegada diz, no entanto, que não dá para saber quantos cartões foram clonados por eles, mas faz um alerta. Sempre que uma pessoa for sacar dinheiro em um caixa eletrônico, ela precisa ficar atenta a qualquer anormalidade e comunicar a polícia se suspeitar de algo.

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