Dois são baleados por motociclista na Praia Grande, litoral de SP

Vítimas tiveram ferimentos leves; umas delas tinha saído da CDP da Praia Grande há dois meses, e polícia suspeita de um acerto de contas

Rejane Lima, O Estado de S. Paulo

03 de maio de 2011 | 11h21

SANTOS - Dois homens foram baleados nesta segunda-feira, 2, à tarde, em Praia Grande, na Baixada Santista, por um motoqueiro ainda não identificado, que conseguiu fugir. A investigação da Polícia Civil trabalha na linha de que tenha sido um acerto de contas com uma das vítimas e, embora não haja evidências ainda, não descarta a possibilidade de uma ação feita por grupos de extermínio da Polícia Militar (PM).

 

O crime aconteceu por volta das 15h, no Jardim Glória, bairro da terceira zona, periferia de Praia Grande. Um motoqueiro com capacete disparou cerca de seis vezes na direção de Gilliard Rodrigues de Menezes, de 19 anos. Ele estava a cerca de 40 metros de distância da vítima e portava um revólver calibre 380.

 

Menezes foi atingido no dedo da mão, socorrido e liberado em seguida. Nesta terça-feira, 3, prestou depoimento no 1º. Distrito Policial de Praia Grande. Ele saiu do Centro de Detenções Provisória de Praia Grande há dois meses, onde cumpria pena por roubo e agora responde em liberdade.

 

A outra vítima foi um pedreiro, de 43 anos, que estava em cima de uma escada colocando azulejos na hora dos disparos. Ele foi atingido na perna e segue internado no Pronto Socorro de Praia Grande, mas não corre risco de morte. A polícia acredita que o pedreiro seja inocente e tenha sido atingido por uma bala perdida.

 

De acordo com o investigador Ricardo de Moraes, que trabalha no caso, Menezes afirmou que não tinha inimigos e não sabe quem efetuou os disparos. "Mas as investigações prosseguem e acreditamos que possa ter sido algum tipo de acerto de contas", disse o investigador.

 

O delegado titula do 1º. DP, Luiz Evandro Medeiros, completa que os projéteis coletados ajudarão a elucidar a ação e a desvendar se o caso está relacionado aos crimes registrados em Santos e São Vicente no mês passado, quando dez pessoas foram alvos de disparos de arma de fogo durante uma madrugada e uma delas morreu. Nesses atentados, os disparos foram efetuados por um homem em um carro preto e um policial militar suspeito de ter efetuado os tiros segue detido em São Paulo.

 

Notícia atualizada às 12h49

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