Dois rapazes morrem baleados na zona norte

Testemunhas suspeitam que policiais militares teriam participação no crime, mas delegado do DHPP diz que não há qualquer indício

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

10 Dezembro 2014 | 10h31

Atualizado às 17h03

SÃO PAULO - Dois rapazes foram mortos a tiros na região da Vila Medeiros, na zona norte da capital paulista, na manhã desta quarta-feira, 10. A região em que os jovens Thulio Aparecido Caramelo, de 18 anos, e Vinícius Paulo da Silva, de 19, foram baleados seria um ponto de venda de drogas.

Segundo testemunhas, um veículo preto teria se aproximado das vítimas, na Avenida Antenor Navarro, e, de dentro do carro, os ocupantes teriam atirado contra os rapazes. A ação levantou a suspeita de que os disparos foram realizados por policiais militares. Por sua vez, a Polícia Militar afirma que nenhum oficial se envolveu em troca de tiros na região.

Ainda de acordo com a PM, os policiais foram acionados por volta das 5h15 para atender a um chamado de tentativa de homicídio na região. Ao chegarem no local, os agentes encontraram o corpo de Caramelo caído no chão. Os oficiais acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que constatou a morte da vítima, afirma a PM.

Após ser alvejado, Silva foi socorrido por parentes para o Hospital São Luiz Gonzaga, na zona norte. A PM diz que só foi informada que havia outro ferido mais tarde. Quando chegaram no hospital, os agentes receberam a notícia de que a vítima não havia resistido e morreu, afirma a corporação.

As mortes causaram a comoção de parentes e vizinhos das vítimas. Durante a manhã, a frente do local onde o crime aconteceu ficou tomada pelas pessoas, que escreveram mensagens na via pedindo “Justiça”.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Caramelo havia sido autuado por posse de drogas na última quinta-feira, 4.

O caso foi registrado no 73º Distrito Policial (Jaçanã), mas os policiais solicitaram assessoramento do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para investigações. Segundo o delegado Manoel Fernandes Soares, do DHPP, não haveria qualquer indício de participação de policiais militares na ação.

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