Dois policiais são presos por ajudar assalto a banco

Quadrilha roubou farda de PM e carro da Polícia Civil para praticar a ação; antes da fuga, viatura foi devolvida à delegacia

Josmar Jozino, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2010 | 00h00

Dois policiais militares foram presos ontem de madrugada acusados de participar de um assalto a uma agência bancária em Ibirarema, cidade de 7 mil habitantes a 395 quilômetros de São Paulo, anteontem. Na ação, uma viatura foi usada, um PM e dois investigadores foram rendidos e um posto da corporação e uma delegacia, invadidos. Também estão detidos outros cinco homens e um adolescente. Com eles, a polícia apreendeu R$ 316 mil e 11 armas.

Segundo o delegado de Assis, que apura o caso, Luís Fernando Quinteiro de Souza, a ação começou por volta das 13h40, quando dois integrantes do bando renderam um soldado no grupamento da PM da cidade. Eles tomaram a pistola, o colete à prova de balas e o gás pimenta do policial e o obrigaram a tirar a farda. Um dos ladrões vestiu a roupa e o outro ficou vigiando o soldado.

Simultaneamente, outros integrantes da quadrilha invadiram a delegacia da cidade e dominaram dois investigadores. Enquanto um dos bandidos vigiava os policiais, os outros roubaram uma viatura da Polícia Civil.

Às 13h47, os assaltantes entraram no banco e renderam funcionários e clientes. Em cinco minutos, recolheram R$ 371 mil. Então, voltaram à delegacia para devolver a viatura. Os criminosos que vigiavam os policiais se juntaram ao grupo, que fugiu no Astra de um dos PMs presos.

Captura. Cerca de 30 policiais participaram das buscas. Os soldados da PM Luís dos Santos Júnior, de 34 anos, e Rogério Alves Moreira, de 31, além de André Luís Ferreira, de 25, Paulo Aparecido Castro, de 45, e um adolescente foram encontrados em Palmital. Já Edilson Tavares da Silva, de 48 anos, e Orcélio Paulo de Souza, de 42, foram detidos em Cândido Mota. Na capital, Robson Santana, de 23 anos, foi preso em flagrante por porte de arma. Ele tinha duas pistolas ponto 40 da PM. Segundo a corporação, os soldados deram informações sobre o funcionamento do posto e da delegacia à quadrilha. Ambos foram levados para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, e são investigados por participação em outros roubos.

ESCLARECIMENTO

O criminalista Ademar Gomes afirmou ontem que a advogada Adriana dos Reis, assassinada há 4 dias, nunca trabalhou com ele.

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