Dois pesos, duas medidas

Em 21/6, às 9 horas, trafegava pela Avenida João Carlos da

, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2010 | 00h00

Silva Borges e, no cruzamento com a Avenida Professor Alceu Maynard Araujo, o farol abriu e a viatura da CET, que estava na minha frente, permaneceu parada. Dei um leve toque na buzina e nada. Percebi que o motorista estava autuando um carro ao lado, porque a motorista falava ao celular. Quando buzinei novamente, o agente da CET pôs a cabeça para fora da janela e gritou: algum problema? Emparelhei o carro com a viatura e os dois funcionários da CET começaram a caçoar e disseram que, se eu não estivesse satisfeito, poderia fazer uma queixa. Pelo jeito, para a CET é melhor atrapalhar o trânsito para preencher multa do que fazer o que seria correto: encostar o veículo num local apropriado e preencher seu talonário. Tirei foto da viatura para que não digam que não estavam lá.

DANIEL DUARTE / SÃO PAULO

A CET informa que os agentes foram questionados pelo ocorrido e que relataram que se dirigiam à Subprefeitura Santo Amaro para abastecimento da viatura, quando, ao parar no semáforo do cruzamento das Avenidas João Carlos da Silva Borges com a Professor Alceu Maynard de Araújo, observaram uma infração de trânsito (condutor do veículo falando ao celular). Porém, só efetuaram o preenchimento do auto de infração após estacionar a viatura, aproximadamente 100 metros adiante. Informa ainda que o agente que conduzia a viatura alegou que teve dificuldades para engatar a marcha, razão pela qual demorou para sair após a abertura do semáforo. Por conta dessa falha mecânica, diz, na mesma data, a referida viatura foi encaminhada para manutenção. Os agentes alegaram que responderam às indagações feitas a eles com deferência.

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