Dois parques do Rodoanel ainda não ficaram prontos

Unidades estavam entre as compensações ambientais exigidas para obra viária inaugurada em 2010

Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

17 Julho 2012 | 12h29

Inaugurado no início de 2010, o Trecho Sul do Rodoanel foi considerado uma das maiores obras viárias do País. Entre as compensações ambientais exigidas, estavam a construção de sete parques e unidades de conservação - alguns abertos à visitação e outros fechados, apenas para garantir a preservação da vegetação e fauna locais. Dois anos depois, porém, duas dessas áreas ainda não estão prontas. O governo estadual diz que teve problemas com as desapropriações.

1. Quais foram os impactos ambientais do Rodoanel Sul?

A obra viária, de 62 km de extensão e três pistas em cada sentido, foi erguida em importante área de manancial na zona sul de São Paulo. Entre os impactos causados pela obra, estão o corte de 339 mil árvores e o aterramento de pequenas áreas dentro das Represas Billings e do Guarapiranga.

2. O que foi exigido em troca?

Uma das principais exigências foi a construção de sete parques - número que inclui também unidades de preservação que seriam fechadas à visitação do público e serviriam para impedir a urbanização dessas áreas. Os parques estavam orçados em cerca de R$ 130 milhões. Além disso, a Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) também deveria plantar mais de 2 milhões de mudas de árvores.

3. Qual era o prazo original para que os parques fossem entregues?

Originalmente, até dezembro de 2010, ano da inauguração do Trecho Sul. Em maio de 2011, porém, o Estado mostrou que apenas um dos parques havia sido entregue até então, no município de Embu das Artes.

4. Agora, quantos parques já estão prontos?

Segundo o presidente da Dersa, Lawrence Casagrande, cinco já foram repassados às prefeituras, que farão as gestão das áreas verdes. Outros dois, porém, ainda estão com problemas pendentes na desapropriação - um em São Paulo e outro em São Bernardo do Campo. "Muitas dessas áreas têm poceiros, ou seja, uma pessoa tem a escritura do terreno, mas outra mora lá há 30, 40, 50 anos. E fica uma briga na Justiça para saber quem recebe o recurso da desapropriação", afirmou Casagrande.

5. O que será feito para que problemas como esses não se repitam?

Para os parques do Rodoanel Norte, por exemplo, a Dersa quer deixar de ser a responsável pela desapropriação. "O ideal é que a Dersa, que é uma empresa, repasse o dinheiro para que a própria Prefeitura faça a desapropriação e as obras. Certamente, vai agilizar o processo", afirmou Casagrande.

 

A QUEM RECLAMAR

Dersa

www.dersa.sp.gov.br

Ouvidoria do governo de SP (11) 3111-6800

http://www.ouvidoria.sp.gov.br

http://www.cidadao.sp.gov.br

Ministério Público

(11) 3119-9000

ouvidoria@mp.sp.gov.br

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