Dois empresários são presos na zona sul por execução de PMs

Eles são do PCC e foram flagrados em escutas telefônicas durante investigação de roubo em caixas eletrônicos

O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2012 | 02h01

A Polícia Civil prendeu ontem, no Campo Limpo, zona sul, dois empresários acusados de terem matado dois policiais militares no mês passado. Um terceiro alvo, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), chegou a ser salvo antes do crime - porque ligações com a ordem de execução foram interceptadas.

Segundo depoimento de um dos presos, eles tinham a missão de matar cinco policiais em dez dias, para terem dívidas com o Primeiro Comando da Capital (PCC) perdoadas. Como não conseguiram, o prazo foi estendido para 30 dias. Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) chegaram aos suspeitos após investigar uma quadrilha de assalto a caixas eletrônicos.

As mortes ocorreram nas zonas oeste e sul. Um deles pode ter sido o soldado Flavio Adriano do Carmo, de 45 anos, morto no dia 13. O outro, o cabo Renato Ferreira da Silva Santos, de 29 anos, no dia 4.

Os presos são Leandro Rafael Pereira da Silva, o Léo Gordo, de 28 anos, dono de uma empresa de transporte executivo, e Welligton Viana Alves, o Baré, de 32, proprietário de uma fábrica de molduras. Ambos tiveram prisão temporária de 30 dias decretada. Segundo o Deic, os dois admitiram os crimes.

Durante as escutas telefônicas, foram flagradas conversas de Léo Gordo. "Em um dos áudios, o Léo diz que havia um 'salve' (ordem para matar PM). Ele era o cabeça do PCC na região. O Baré, o braço direito dele", disse Celso Marchiori, titular da 5.ª Delegacia do Patrimônio. / ARTUR RODRIGUES, MARCELO GODOY e W.C.

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