JB Neto/AE
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Dois corintianos são baleados em confronto com são-paulinos

Roberto Silva Júnior, de 19 anos, foi atingido com um tiro nas costas e está internado, em estado grave

Daniela do Canto, da Central de Notícias,

26 de outubro de 2009 | 03h08

Dois torcedores do Corinthians foram baleados em uma briga com torcedores do São Paulo na noite deste domingo, 25, no Largo do Paissandu, Centro de São Paulo. Conforme informações da Polícia Militar, o confronto envolveu 400 pessoas. No total, 28 foram detidas e três devem responder por porte ilegal de arma. O caso foi encaminhado ao 3º Distrito Policial (Campos Elísios).

 

 

Por volta das 21 horas, torcedores do Corinthians que iam do Pacaembu, onde o time enfrentou o Cruzeiro, para a zona leste, se encontraram com os torcedores do São Paulo no Largo do Paissandu. O time havia jogado pouco antes contra o Santos, na Vila Belmiro. Neste momento, teve início o confronto.

Roberto Silva Júnior, de 19 anos, foi socorrido em estado grave. Ele foi atingido nas costas e a bala ficou alojada na parte da frente do abdome. Baleado no braço direito, Leandro Honorato da Silva, de 25 anos, não corre risco de morrer. Os dois torcedores estão internados na Santa Casa.

 

A PM foi acionada e se dirigiu ao local. Com a chegada dos policiais, muitos envolvidos na briga correram na tentativa de escapar. Em um estacionamento na Avenida Rio Branco, na região central, PMs da 2ª Companhia do 7º Batalhão detiveram Rafael Aparecido de Souza, de 18 anos. Com ele, foi apreendido um revólver calibre 38 com seis munições intactas.

 

Evandro Muta, de 31 anos, também foi detido durante a confusão. Com ele, foi encontrada a chave de um Fiat Brava que estava estacionado na altura do número 76 da Rua do Boticário, na região central. Dentro do carro, foi apreendido um revólver calibre 38 de uso oficial da PM com quatro dos sete cartuchos deflagrados. "É a arma que acreditamos que foi usada para agredir os corintianos", disse o tenente Aurimar Cardoso Cunha.

 

O Brava está no nome de Muta, mas ele afirmou que havia vendido o veículo para Jacinto Gomes de Almeida Júnior, de 33 anos. Levado à delegacia, Júnior afirmou que Muta era o verdadeiro dono do carro e da arma. Os dois revólveres apreendidos pela PM estavam com a numeração raspada. Os 25 detidos além de Souza, Muta e Júnior deverão ser liberados caso a polícia não constate nenhuma irregularidade contra eles.

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