Dois confessam agressão de pai e filho no interior

Dois rapazes, de 20 e 25 anos, confessaram à Polícia Civil de São João da Boa Vista terem agredido pai e filho durante exposição agropecuária na cidade do interior paulista. Um autônomo de 42 anos teve parte da orelha arrancada durante a briga e seu filho sofreu lesões leves.

Tatiana Fávaro / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

21 Julho 2011 | 00h00

Segundo a vítima, morador da cidade vizinha de Vargem Grande do Sul, os agressores acharam que ele e o filho formavam um casal gay. Funcionários de uma serralheria no município, os acusados negaram que o motivo da briga tenha sido preconceito.

Investigadores contaram que as versões dos dois são semelhantes. O primeiro rapaz, de 25 anos, detido anteontem, disse que não falou nada sobre homossexualismo. Segundo policiais, ele confessou ter bebido e disse que só se deu conta de ter arrancado parte da orelha da vítima depois do ocorrido. O segundo rapaz disse que ele tentou apartar uma primeira confusão, mas depois voltou com o amigo ao local onde estavam pai e filho e participou da briga.

A polícia pediu a prisão temporária dos dois, mas ela foi negada pela 2.ª Vara Criminal de São João da Boa Vista - o crime de lesão corporal permite responder em liberdade.

Imagens cedidas pela organização da feira à polícia mostram o primeiro momento da confusão. Segundo o autônomo, ele abraçou o filho e um grupo de amigos começou a tirar sarro e a perguntar se eles eram gays. "Aí começou aquele empurra-empurra, que depois dispersou. Mas deu cinco minutos e eu senti uma pancada por trás, bem no queixo", contou.

O autônomo disse que os médicos consideraram mais plausível a hipótese de parte de sua orelha ter sido arrancada com um objeto cortante. Mas, segundo a polícia, o rapaz de 25 anos confessou que mordeu a orelha da vítima. Não há imagens da segunda parte da briga, quando o autônomo teve a orelha decepada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.