Dois anos após morte, USP segue sem iluminação

Dois anos depois do assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva no estacionamento da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) - no dia 18 de maio de 2011 -, a iluminação do câmpus da capital, zona oeste, ainda não saiu do papel. A Reitoria prometera a criação de um fórum de discussões sobre segurança, que está parado.

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2013 | 02h02

Por causa das promessas não cumpridas, estudantes da FEA realizaram ontem um ato em homenagem ao estudante, apagando as luzes da faculdade. Segundo eles, o convênio com a PM - assinado em setembro de 2011 - não foi suficiente para alterar a sensação de insegurança. "Nós apoiamos o convênio, mas só a assinatura se mostrou insuficiente", disse o estudante Caio Callegari, de 20 anos.

Ele é do Centro Acadêmico, que organizou o ato e também a realização de um fórum para debater o tema. O primeiro encontro ocorre no dia 6 de junho.

O sistema de iluminação da USP não tem previsão de instalação. O edital foi cancelado três vezes pelo Tribunal de Contas (TCE) por indícios de favorecimento. Após novo edital, a USP homologou como vencedora a mesma empresa apontada como favorecida. Uma das concorrentes já entrou na Justiça e também há recurso interno na Reitoria aguardando resposta.

A USP não detalhou os questionamentos, mas informou que tudo foi resolvido e as obras devem começar "em breve". Já o formato do fórum está em estudo. A PM não forneceu balanço das ações do convênio.

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