'Doença tem deixado de ser prioridade'

Depois de pedir demissão do cargo de diretor adjunto do Departamento de DST Aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa avalia: a polêmica peça da campanha voltada a profissionais do sexo "Sou feliz sendo prostituta" pode ter sido um exagero. "Nem toda prostituta é feliz. Ser prostituta não é fácil." Ele diz ter pedido o afastamento por questões de índole e ideal. A seguir, principais trechos da entrevista.

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

09 Junho 2013 | 02h03

Por que o senhor afirma que o programa passou a ficar travado?

Há um nivelamento por baixo. O Departamento de aids é uma referência mundial, algo que incomoda, mesmo dentro do ministério. De dois anos para cá, a pressão aumentou, as coisas pioraram, o departamento perdeu espaço.

A aids deixou de ser prioridade?

Apesar dos esforços do departamento, ela tem perdido, sim, espaço. Isso pode ser visto, por exemplo, nos recursos para campanhas de massa. Sem falar no conteúdo, o esforço para que direitos humanos não sejam abordados nas campanhas. Eles são essenciais, são um dos pilares do nosso trabalho.

E a campanha das prostitutas?

A questão de valorização e do resgate da autoestima é essencial. Ao se reconhecer como cidadã, ela procura a proteção, ela busca ajuda. Esse era o objetivo da mobilização. Era uma mobilização, não uma campanha.

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