Documento ficou no baú, sem tradução, por quase 60 anos

   

, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2010 | 00h00

 

 

 

Um único parente direto de Lore Dublon vive no Brasil. Primo da menina, o engenheiro civil Ruben Beermann, de 68 anos, mora em São Paulo. Ele viu o material guardado em baús da família por quase 60 anos, sem nunca ter sido estudado ou traduzido. Em 2007, o engenheiro decidiu doá-lo ao Museu Judaico de São Paulo, que então reunia acervo.

"Minha mãe lembrava sempre que, marcadas nessas páginas, estava parte de nossa história que não voltaria. Guardamos tão bem o material que não sabíamos o que fazer com ele." O diário foi achado após a Guerra na casa da família Dublon, em Bruxelas, por Max Moda, tio de Lore. Nos anos 1950, ele o enviou à família de Ruben, que vivia em Montevidéu, no Uruguai. Em casa, o diário era chamado de "caderno dos namoros de Lore". "Era uma forma carinhosa de lembrar dela, da menina alegre que foi. Minha mãe citava Lore e Eva todo dia."

Após visitar o Museu Yad Vashem, em Israel, o engenheiro decidiu que essa história devia ser contada. "Vai fazer Lore e sua família reviverem. Nunca nos conformamos em perdê-los." Ruben perdeu avós, tios e primas nos campos de Auschwitz e Theresienstadt .

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