Isabela Palhares/Estadão
Isabela Palhares/Estadão

Doações feitas a desabrigados do Paiçandu são encaminhadas ao Exército da Salvação

Famílias alegam que não precisam mais de roupas, mas aceitam material de higiene e alimentos

Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

09 Maio 2018 | 11h54

SÃO PAULO - As famílias que estão acampadas no Largo do Paiçandu desde a queda do prédio Wilton Paes de Almeida pediram nesta quarta-feira, 9, a retirada de parte das doações que receberam. Um caminhão do Exército da Salvação veio buscar parte das roupas doadas.

"Todas as famílias já pegaram muita roupa e não precisam de mais. Esse monte de roupa está atraindo muita gente de fora, então, pedimos pra que levassem pra outro lugar", contou Vera dos Santos, de 41 anos, que é irmã de uma moradora do prédio e está trabalhando como voluntária no acampamento.

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Os funcionários do Exército da Salvação encheram um caminhão baú de roupas e sapatos e disseram que levariam para um galpão em São Bernardo do Campo. Depois de uma triagem, o material será distribuído em outros locais. "A gente sabe que outras famílias também precisam, por isso, pedimos pra levar. Não dá para ficar tudo aqui com a gente", disse José da Silva, que mora em outra ocupação e está dando apoio para as vítimas. 

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Segundo os moradores, doações de alimentos e itens de higiene ainda são necessárias. Eles estimam que estejam servindo cerca de mil refeições por dia no acampamento, já que a distribuição está atraindo pessoas de fora. 

Na manhã desta quarta-feira, um grupo de alunos da escola estadual Oswaldo Catalano, no Tatuapé, esteve no local para doar brinquedos e gibis para as crianças. 

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