Do papel ao pen drive. Mas o melhor vai ser na volta da viagem

A história é a mesma do cartão de débito. Ele funcionava com tarja. Um belo dia, a tarja já não era mais segura e colocaram ali um chip. Agora é a vez do passaporte. Marca d''água, impressão digital e fotografia já não são mais suficientes para garantir que aquilo é um passaporte e que você é você. Então veio a leitura óptica, e, agora, o chip.

Cenário: Heloísa Lupinacci, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2010 | 00h00

De fato o chip deixa tudo mais seguro. É mais difícil falsificar um passaporte, é mais difícil se passar por você. Isso acontece porque ele guarda muito mais informações do que cabe na cadernetinha tradicional. Quer dizer, o caderninho tem ali escrito seu nome, tem seu polegar, a sua assinatura. Com o leitor óptico, tem lá mais uma ou outra coisa. No chip cabe quase tudo. As digitais de seus dez dedos, por exemplo. É como se de uma folha de papel com um texto impresso passássemos a ter um pen drive.

Mas, no limite, a melhor mudança mesmo será na volta da viagem: com esse novo modelo de documento, não vai mais ser necessário ficar esperando na fila absurda que se forma no posto da Polícia Federal de entrada no País para "mostrar o documento aberto na página da foto". Vai ser só passar ali e, pí, seguir adiante. Isso quando todo mundo tiver um passaporte com chip e o País já estiver equipado com os guichês de leitura automática.

É EDITORA-ASSISTENTE DO CADERNO "LINK""

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.