Do espigão da Paulista, um olhar diferente

Responsável por projetos de destaque da arquitetura contemporânea na Espanha, especialmente em Barcelona, o arquiteto Fermín Vázquez abriu neste ano filial de seu escritório na Avenida Paulista confessando uma preferência pela verticalidade paulistana. "É um lugar de densidade edificatória bem alta e sou grande defensor desses locais. Creio que as cidades densas são melhores que as extensas."

Fábio Mazzitelli, O Estado de S.Paulo

10 Julho 2011 | 00h00

Parte da nova rotina de trabalho, Vázquez esteve no País em junho e voltará em agosto. Quer entender a cultural local. Do pouco que viu da cidade, traça um paralelo com o lugar que mais conhece. "Em todas as cidades que se desenvolveram rapidamente, o centro tende a se deteriorar. Barcelona teve isso, está resolvendo, e não solucionou totalmente. É um desafio para São Paulo. Se resolver, será um grande indicador que fez o mais difícil."

Com o olhar de quem viu de perto a experiência de Barcelona ao receber a Olimpíada de 1992, referência de como uma cidade pode aproveitar bem o legado de um grande evento esportivo, Fermín Vázquez faz uma ressalva às futuras sedes da Copa. "Algumas aproveitam bem (o legado) e outras, não. Mas um evento como esse não é imprescindível. Tem de haver sobretudo uma vontade social e política de melhorar a qualidade urbana, a autoestima e o orgulho dos cidadãos pelo espaço público."

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