do caos europeu ao atraso em SP

Após nevasca, casal tem de esperar 7 horas em Cumbica

ANA BIZZOTTO E NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2010 | 00h00

Como se um caos aéreo não fosse suficiente, teve gente que pegou dois. O casal Sérgio e Vera Helena Granella, de 63 e 57 anos, começou a viajar domingo e só chegou em casa no fim da tarde de ontem. Estavam em Dubai quando o voo para Londres foi cancelado por causa da nevasca. Na capital da Inglaterra, encontraram um cenário de guerra. "Parecia um campo de refugiados. Criança chorando, idosos deitados no chão. Meu marido dormiu em cima de um papelão", conta Vera. Finalmente em São Paulo, ontem às 7 horas, outra surpresa: não eram "aceitos" em nenhum voo para Porto Alegre. Só embarcaram dali a sete horas.

Congonhas. Os rumores sobre a greve dominavam as conversas ontem no saguão do Aeroporto de Congonhas. Para garantir o Natal ao lado da família, a biomédica Sarah Nachef, de 30 anos, decidiu antecipar para ontem a ida para Bauru. Pagou R$ 500 para trocar o bilhete. "Achei melhor não arriscar."

O casal de professores Joyce e Sergio Bento, de 29 e 31 anos, também antecipou a viagem em um dia para evitar transtornos. "É isso ou pegar o carro. Pedimos uma folga no trabalho, gastamos R$ 300 para trocar a passagem e pagamos uma diária a mais de hotel", conta Sergio. "Temos poucos dias de recesso e perder um ou dois dias no aeroporto é muita coisa."

Já o empresário Márcio Del Belo, de 33 anos, está confiante de que vai conseguir voar hoje. Ele, a mulher e os dois filhos têm passagem marcada para Natal (RN), onde vão passar as férias. "Estou há oito meses esperando por essa viagem. Acredito que a greve não vai atrapalhar. Mas, se atrapalhar, ninguém vai ficar quieto. Você ficaria?", questionou.

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