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DNA será usado para apurar sumiço de estudante na USP

Jovem que participava de festa no Câmpus Butantã desapareceu no sábado; rastro de sangue foi encontrado no velódromo da universidade

Paula Felix; Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

23 Setembro 2014 | 03h00

Os pais do estudante Victor Hugo Marques Santos, de 20 anos, que desapareceu no sábado, após festa na Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, zona oeste da capital, foram ontem ao Instituto Médico-Legal (IML) para ceder amostras de sangue. Segundo o pai, o bancário José Marques dos Santos, de 55 anos, o material será comparado a uma mancha de sangue encontrada no velódromo, onde ocorreu a festa.

“Havia um rastro de sangue no local do evento. O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) pediu que uma equipe fosse ao local e que a gente cedesse uma amostra de sangue”, afirmou Santos. Para ele, foi a primeira vez que o jovem, que é estudante de Design Gráfico no câmpus Santo Amaro do Senac, participou de uma festa na USP. A família mora em Osasco, na Grande São Paulo.

O bancário diz que tentou contato com o filho por volta das 6 horas do sábado, mas o celular estava desligado.

Ainda ontem, familiares e amigos prestaram depoimentos e forneceram informações que poderão auxiliar os trabalhos de busca. Santos foi visto pela última vez por volta das 4 horas do sábado, após deixar a companhia de amigos para buscar cerveja dentro de uma festa no velódromo da USP. O evento comemorava 111 anos do Grêmio Politécnico e reuniu cerca de 5 mil pessoas.

Apelo. A festa era “open bar” (com bebida gratuita no interior do espaço) e tinha ingressos entre R$ 30 e R$ 90, com participação de músicos renomados, como Marcelo D2 e CPM 22. Os artistas compartilharam em suas páginas da rede social Facebook a mensagem da irmã de Victor, Bruna Costa. Ela lançou um apelo pela web com uma foto do desaparecido, vestindo uma camisa preta com detalhes amarelos, a mesma que usava na festa.

“Já procuramos em todos os lugares possíveis e impossíveis. Fomos em todos os cantos e nada”, disse Bruna ao Estado ontem. Ela acrescentou ter buscado em hospitais, delegacias e no IML, sem sucesso.

Pela rede social, diversos comentários relataram ter visto um rapaz parecido com Victor, que tem 1,80 metro de altura, ser retirado à força do evento por dois seguranças. “Chegaram a derrubá-lo no chão com uma rasteira. Um segurança caiu em cima dele. Fez um barulho bem forte no chão, não sei se ele bateu a cabeça. Assim que levantaram, expulsaram o menino e ele saiu cambaleando, sozinho”, afirmou uma das testemunhas no Facebook. “Mas a empresa dos seguranças afirmou que não houve nenhuma ocorrência similar”, disse Bruna.

A USP autorizou a realização da festa, que contava com 140 seguranças particulares. De acordo com o presidente do Grêmio, André Simmonds, em nenhum momento houve desentendimento em que se necessitasse intervenção da equipe de segurança e retirada de participantes. Nada também foi registrado na enfermaria local. A investigação será feita pelo DHPP.

O DHPP disse que uma mulher teria visto uma pessoa parecida com o estudante, por volta das 11 horas do sábado. Ela vai prestar depoimento hoje.

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