Djs debatem rumos da música e da profissão

De hoje até domingo, músicos promovem encontro no Itaú Cultural

EDISON VEIGA, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2012 | 03h04

Cerca de cem disc-jóqueis já confirmaram presença e devem garantir um som com debate - ou debate com som - neste fim de semana no Itaú Cultural, em São Paulo. Trata-se do 4.º Encontro de DJs, um evento que pretende resgatar a cultura do segmento e promover a troca de experiência entre os profissionais. "É um momento para os artistas se encontrarem para entender o universo dessa linguagem e o que está acontecendo na atualidade, com as novas tecnologias", comenta o DJ Erry-g, curador do encontro.

Mas nem só de profissionais será o encontro, que também estará aberto, de graça, para curiosos e fãs do trabalho dessa turma. "Não adianta ficar falando para nós mesmos. Queremos a participação do público", diz o curador.

Nos anos anteriores, o evento ocorreu no Centro Cultural São Paulo (nas duas primeiras edições) e no Tendal da Lapa (na última edição). Entre as novidades deste ano estão uma performance entre DJs de hip-hop e coletivos de saraus de literatura, com o objetivo de aproximar essas duas linguagens e criar novas formas de intervenção cultural.

Um dos temas sempre levantados quando a questão é a profissionalização dos DJs é o surgimento cada vez maior dos que levam o trabalho como hobby ou brincadeira. Erry-g garante não ver problema nesses DJs de fim de semana. "É bacana ter esses caras. Eles também estão contribuindo com o nosso trabalho, pois mostram que há outras possibilidades", afirma.

"O que acho ruim é quando o sujeito se autodenomina DJ fazendo só no computador, sem conhecimento técnico, sem sacar a história e o universo do DJ. Afinal, nós nos preparamos, treinamos diariamente, temos toda uma preparação. Então não podemos ser equiparados ao DJ do 'busão', que saca o celular e fica tocando música no ônibus", diz Erry-g.

Profissionalismo. No fim do ano passado, foi aprovada pelo Congresso Nacional uma lei que regulamenta a profissão de disc-jóquei, determinando, entre outras medidas, a jornada de trabalho de seis horas diárias ou 30 horas semanais e a necessidade de registro na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. Esse será um dos assuntos relevantes a se debater neste evento.

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