Divulgado retrato falado de suspeitos de matar francês em SP

Professor de 53 anos foi morto a tiros após reagir a um assalto em um bar na Vila Mariana, na zona sul

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

16 Janeiro 2009 | 11h14

O retrato falado dos dois suspeitos de assaltar e matar o professor francês Gabriel Robert Parfait, de 53 anos, foi divulgado na manhã desta sexta-feira, 16. O retrato falado foi feito com base nas descrições das testemunhas.   Foto: Divulgação/SSP  Retrato falado dois dois suspeitos de ter matado o francês após assalto em um bar na Vila Mariana   O francês Gabriel Robert Parfait chegou ao Brasil há 25 anos. Ele era viúvo do primeiro casamento, no qual teve duas filhas, de 21 e 23 anos. Uma delas estuda na Espanha e outra na França. Segundo amigos, a vítima era uma pessoa tranquila, dificilmente discutia e gostava de viver no Brasil. Ainda segundo amigos, Parfait nunca tinha sido vítima de violência.   Parfait foi morto a tiros após reagir a um assalto na noite da quarta-feira, 14, em um bar na Rua Dionísio da Costa, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Ele era filho de um diplomata francês e bebia em companhia da mulher. Parfait foi socorrido pelos bombeiros e levado para o Hospital São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ninguém foi preso.   O francês foi atingido por dois disparos: um de raspão no braço e outro na lateral do tronco, que atingiu a artéria aorta. Segundo a polícia, às 22 horas dois homens - um deles armado - renderam o dono do estabelecimento e em seguida pediram a bolsa da companheira de Parfait, a corretora de imóveis Maria Jeanete Silvério, de 44 anos.   Nesse momento, o francês teria desafiado o suspeito a atirar e chutado a mão do ladrão para derrubar a arma. O criminoso chamou a vítima de "coroa folgado" , atirou e fugiu a pé com o comparsa. Os assaltantes levaram o relógio do dono do bar e R$ 400.   Maria Jeanete contou que o casal era cliente do estabelecimento há bastante tempo e resolveu ir até o local, às 20 horas, por causa da falta de energia elétrica no bairro provocada pela chuva. "Moramos lá perto há três anos. Ontem (quarta-feira), faltou força desde à tarde. Daí, meu marido falou: ?vamos descer e tomar alguma coisa que deve demorar para a energia voltar?."   De acordo com Maria, na hora da abordagem, um dos ladrões levantou a camiseta para mostrar a arma, escondida na cintura. Além do casal, estavam no bar outros dois clientes. "No princípio, ele (Parfait) achou que era brincadeira do assaltante", disse a corretora. Maria correu para o banheiro do local e se escondeu com os outros dois clientes.   Parfait continuou no salão do bar e discutiu com os assaltantes. "Eu ainda tentei puxá-lo para dentro do banheiro, mas depois só ouvi o tiro", afirmou a corretora. "É um sentimento profundo de dor", desabafou Maria.   (Com informações de Camila Haddad e Daniela do Canto, do Jornal da Tarde.)

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