Divisão das polícias e gestão prejudicam apuração de roubos

ANÁLISE: José Vicente da Silva

O Estado de S.Paulo

24 Maio 2014 | 02h04

A falta de uma polícia única que cuide do patrulhamento das ruas e da investigação dos crimes é um dos fatores que explicam por que os roubos cresceram enquanto os homicídios caíram no Estado nos últimos anos. Por isso, é preciso exaurir as possibilidades de integração das polícias. A gestão das ruas por elas está ruim. Desde 2012 a cooperação piorou. Melhorar a gestão é fundamental para reverter esse quadro.

Para cada distrito policial comandado por um delegado há uma companhia da PM. O delegado deve estar atento aos ladrões que agem no bairro, pois poucos deles podem ser responsáveis por muitos crimes. A PM deve verificar diariamente onde os delitos são registrados para direcionar o patrulhamento. É preciso saber hora, dia e o tipo de objeto mais roubado - 54% são celulares. E a cobrança de resultados deve vir de cima. Ela é mais importante do que a política de tolerância zero.

A cidade de São Paulo tem 93 distritos policiais, dos quais não mais de 20 são importantes para o fenômeno do aumento dos casos de roubos. Nesses distritos, o planejamento deve ser diário e o acompanhamento da situação pelos chefes, semanal. Deve-se selecionar os policiais mais competentes para atuar nas áreas mais críticas. É preciso melhorar a quantidade e a qualidade do registro dos crimes para exercer de forma eficiente o controle territorial. É importante que os governadores se empenhem pessoalmente nesse trabalho.

EX-SECRETÁRIO NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA

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