Distraídos deixam bagagem ''à deriva'' em Congonhas

Em duas horas, reportagem flagrou 8 malas ''esquecidas'' pelos donos, que negam a desatenção

Luísa Alcalde, O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2010 | 00h00

A distração facilita a ação de criminosos que praticam furtos dentro do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, por onde passam 45 mil pessoas por dia. Os alvos preferidos são mochilas e malas de mão com laptops ou celulares.

Em duas horas de observação em uma ronda feita por policiais da delegacia de Congonhas nos saguões e nas áreas de embarque e desembarque, entre 17h30 e 19h30 do dia 19, uma sexta-feira, a reportagem observou oito situações em que as bagagens foram deixadas sozinhas - ou à deriva, como dizem os policiais. O dono da mala havia entrado em uma loja ou fazia o check-in eletrônico, sem se dar conta do risco de perder os pertences. Todos negaram estar desatentos.

A Polícia Civil não tem estatísticas sobre esse tipo de crime em Congonhas. O delegado titular do aeroporto, Marcelo Palhares, diz que os ladrões se aproveitam justamente da distração dos passageiros. Uma empresária que prefere não se identificar teve a bagagem de mão furtada no dia 2 de novembro. "Tudo aconteceu em fração de segundos", diz ela.

Das lojas do aeroporto, só a Livraria Laselva tem câmeras. Segundo a Gerência de Segurança de Congonhas, o aeroporto tem 186 funcionários envolvidos na segurança. A empresa que faz a segurança em todo o terminal conta com 126 funcionários divididos em turnos durante 24 horas. "O aeroporto ainda tem reforços das Polícias Federal, Civil e Militar", informa a Infraero.

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