Distância entre rico e pobre cresce no Nordeste

Se a queda na desigualdade de renda do País desacelerou em 2012, no Nordeste houve concentração - a região foi a única onde o Índice de Gini do rendimento do trabalho piorou, subindo para 0,529 em 2012, ante 0,520 em 2011.

O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2013 | 02h04

Em 2012, a renda real do trabalho dos 1% mais ricos no Nordeste foi 154 vezes superior à dos 10% mais pobres, um salto ante as 130 vezes de 2011. Maranhão e Piauí têm os piores Índices Gini do País, com 0,633 e 0,568, respectivamente.

Na média, o rendimento real mensal do trabalho cresceu mais no Nordeste do que no País como um todo, com alta de 8,1%, para R$ 1.044,00, mas ainda muito abaixo da média nacional. A renda domiciliar per capta ficou em R$ 679, alta de 11,1%.

No entanto, a discrepância de ritmos entre base e topo da pirâmide social no avanço dos rendimentos foi ainda maior que no plano nacional: entre os nordestinos, o rendimento médio real dos 10% mais pobres ficou em R$ 107,00 - alta de 1,9%. Já para os 1% mais ricos foi de R$ 16.481,00 - 20,7% a mais.

Quando se considera o Índice Gini do rendimento de todas as fontes (não só do trabalho), houve piora, além do Nordeste, na Região Sudeste. Norte e Centro-Oeste melhoraram, enquanto no Sul não houve alteração significativa. Por essa ótica, o indicador nacional caiu muito pouco, de 0,501 para 0,500. / V.N.

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