Dispersão do Anhembi vai dobrar de tamanho

Espaço de 7 mil m² era acanhado para o tamanho das escolas de samba e atrapalhava o fim dos desfiles; agora, poderá ser usado também em shows

FELIPE FRAZÃO, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2012 | 03h03

Fim de desfile sem corre-corre. As 14 escolas de samba do Grupo Especial e 8 do Grupo de Acesso que desfilarão neste carnaval no Sambódromo do Anhembi, na zona norte, deverão ter uma passagem menos corrida pela passarela. Apesar das chuvas que atrapalham o andamento das obras, a Prefeitura promete concluir a tempo a expansão da dispersão do Anhembi, atendendo a um pedido antigo dos diretores da Liga Independente das Escolas de Samba. Com a demolição de um posto de gasolina, a área vai dobrar de tamanho: de 7 mil m² para 14 mil m².

Como o espaço anterior ficava acanhado para o tamanho das agremiações, as diretorias das escolas eram obrigadas a planejar manobras rápidas no fim do desfile. Carros alegóricos, que às vezes chegam a 50 metros de comprimento, tinham de sair pelo lado direito da dispersão, rumo à Avenida Olavo Fontoura e ao terreno baldio que é usado como ponto de apoio. E os milhares de componentes (2,5 mil) que sambam no chão fantasiados nas dezenas de alas temáticas saíam pela esquerda, em direção à pista local da Marginal do Tietê.

A direção da São Paulo Turismo (SP Turis), empresa municipal que administra o complexo multiuso do Anhembi, já havia reconhecido que a dispersão precisava ser ampliada para não prejudicar e atrasar os desfiles, que são cronometrados. Cada minuto de atraso representa ponto perdido para a agremiação.

A promessa também havia sido feita há pelo menos dois anos pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD). Na apresentação da festa do ano passado, Kassab estimou o custo das obras em cerca de R$ 10 milhões.

Toda a estrutura física do posto de gasolina Esso que ficava em um terreno no fim do Sambódromo já foi demolida. Mas o espaço ainda não está livre. As máquinas escavadeiras trabalham no canteiro de obras para retirar o entulho e a terra acumulados para depois reassentar o solo - que precisará ser revestido novamente por concreto.

O terreno foi retomado pela Prefeitura e pela SPTuris. De acordo com a empresa, a responsabilidade contratual da obra de demolição e os estudos ambientais ficaram a cargo da Cosan (dona da marca Esso), que detinha a concessão do terreno.

Eventos. A SPTuris, por sua vez, estuda construir no espaço banheiros, lanchonetes e ambulatórios, além de salas para camarins, produção e imprensa. O mesmo espaço poderá ser usado também como arena para realização de shows musicais, competições esportivas e eventos cívicos que ocorrem ao longo do ano no Anhembi, como a Parada de Sete de Setembro e o MegaRampa.

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