Disparos contra manifestante foram legítimos, diz comandante-geral da PM

Fabrício Proteus Chaves, de 22 anos, foi atingido por dois tiros após abordagem durante protesto e está internado em estado grave

Agência Estado

27 Janeiro 2014 | 10h26

Atualizado às 15h04

SÃO PAULO - O comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, coronel Benedito Roberto Meira, disse nesta segunda-feira, 27, em entrevista à 'Rádio Estadão', que foram legítimos os disparos da polícia contra um manifestante durante um protesto no sábado, 25, na capital paulista. Ele conta que imagens de um prédio da Rua Sabará, em Higienópolis, onde Fabrício Proteus Chaves, de 22 anos, foi atingido, confirmam a versão dos PMs. "Vimos as imagens e percebemos que as declarações dos policiais são coerentes com aquilo que aconteceu. Temos absoluta tranquilidade de que a ação dos policiais foi legítima", disse.

De acordo com a PM, por volta das 22h30 de sábado, dois homens em atitude suspeita foram abordados por policiais na Rua da Consolação e um deles fugiu correndo. Durante a fuga, segundo a corporação, Chaves teria tentado golpear dois policiais com um canivete e, ao continuar correndo, foi baleado por dois agentes. Ele foi levado pelos próprios policiais para a Santa Casa, em Santa Cecília, onde seguia internado na UTI na manhã desta segunda-feira. Seu estado é grave, mas estável e ele já respira sem a ajuda de aparelhos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o caso está sendo investigado a pela Corregedoria da Polícia Militar e também pela Polícia Civil.

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