Discrição marca 11 anos de atentados

Cerimônia simples está prevista para hoje, sem a presença de autoridades como Obama e o ex-presidente Bush

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2012 | 06h52

NOVA YORK - Ao contrário do que ocorreu no cerimonial que marcou o aniversário de uma década dos ataques de 11 de Setembro, no ano passado, o evento, desta vez, será bem mais discreto, apenas para os familiares das vítimas, sem a presença de autoridade como o presidente dos EUA, Barack Obama, e seu antecessor, George W. Bush.

A inauguração do memorial dedicado às vítimas, aos poucos, dá um ar de normalidade ao que por muitos anos foi conhecido como Ground Zero (Marco Zero). Os dois espelhos d'água ficaram prontos no ano passado. A torre do World Trade Center 1, que domina a silhueta do distrito financeiro de Manhattan, deve ser concluída dentro de dois anos e superará o Empire State como o prédio mais alto de Nova York.

Os turistas já se referem à área como o Memorial do 11 de Setembro, que foi visitado por cerca de 4,5 milhões de pessoas apenas no ano passado. A região está revitalizada, sendo uma das que mais se valorizou nos últimos anos. A Torre 4, de 72 andares, será aberta no ano que vem. Já os edifícios 2 e a 3 ainda estão no começo das obras. A Torre 7 já funciona há alguns anos.

Lentidão. O maior problema de todos é o Museu do 11 de Setembro, que está sendo construído no subsolo. As obras caminham lentamente em razão de uma disputa envolvendo a prefeitura de Nova York, o governo do Estado, o de New Jersey e a Autoridade Portuária da região. Não há previsão, por enquanto, de quando serão concluídos os trabalhos.

Os lados envolvidos não se acertam sobre quais agências serão responsáveis por cuidar do museu e, além disso, quem arcará com os custos ainda envolvidos no projeto, estimado em cerca de US$ 1 bilhão.

O centro de transportes com linhas de metrô e de trem conectando o local a outros bairros da cidade e New Jersey, desenhado pelo arquiteto Santiago Calatrava, também está longe de ser concluído. A previsão é que as obras acabem somente em 2015. Algumas das linhas, porém, já operam provisoriamente mesmo antes da conclusão dos trabalhos.

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