AC Rodrigues/AE
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Dirigir charrete, só com habilitação

Prefeitura cria carteira especial para charreteiro

ALINE RESKALLA, ESPECIAL PARA O ESTADO , BELO HORIZONTE , O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2011 | 03h03

Se as tradicionais charretes de São Lourenço, no sul de Minas, não podem vencer o crescimento do número de carros e motos na cidade, elas precisam se adaptar a eles. Em uma iniciativa inédita no País, a prefeitura criou a Carteira Municipal de Habilitação para os 53 charreteiros locais.

"Como o número de veículos na cidade não para de aumentar, tivemos de fazer mudanças no trânsito e resolvemos estabelecer algumas regras para a atividade dos charreteiros. Foi por questão de segurança", disse o autor da ideia, o assessor operacional de trânsito de São Lourenço, Mauro Rogério do Amaral.

Primeiro foi preciso estudar para fazer a prova de legislação, na semana passada. Todos passaram. Depois, os motoristas tiveram lições do Código de Trânsito Brasileiro relativas à circulação de veículos e pedestres. O exame de rua foi no dia 3 de outubro e todos os 47 condutores que compareceram foram aprovados. Os outros seis charreteiros avisaram que não teriam como fazer o teste naquele dia e uma nova data será agendada.

Os charreteiros também passaram a usar uniformes, e as charretes receberam placas de identificação de bronze. Outro avanço foi a instalação de coletores de estrume nos veículos, evitando sujar a cidade. Para Juscelino de Souza, que vive de sua charrete há dez anos, a medida era uma necessidade. "A charrete é um veículo também. Já conhecia as regras de trânsito, não vi problema nenhum", disse o condutor Márcio Silvério, 36 anos. Em um mês considerado bom, ele fatura R$ 1 mil dando voltas com os turistas. Os passeios custam R$ 30 e duram 40 minutos.

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