Diretora de colégio quer mais parceria com os pais

Se professores e coordenadores já têm dificuldades em monitorar alunos agressivos ou calados demais, a normalidade também pode assustar. "É por isso que pedimos tanto para que os pais sejam mais parceiros da escola, nos deem o máximo de informação sobre as crianças. E muitos dão", diz a coordenadora da escola de D., Meire Cunha.

FLÁVIA TAVARES, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2011 | 03h03

Ela lamenta que o pai do menino morto não tenha dito o que queria com os filhos quando esteve no colégio, às 13h30 de anteontem. "Se ele tivesse dito que procurava uma arma, teríamos feito um esquema para encontrá-la", diz Meire. "No dia 16, na reunião com pais, a mãe de D. não deu indícios de que poderia haver algo errado."

Também não faltou um trabalho de apoio aos estudantes sobre violência e bullying. A vítima, a professora Rosileide, e outras duas colegas ensinavam as 11 turmas do ensino fundamental, do 1.º ao 4.º ano, na escola pública modelo de São Caetano do Sul. "As três trabalharam projetos sobre bullying recentemente, com atividades com os alunos", ressaltou Meire.

A chegada dos alunos à escola é acompanhada por cinco funcionários: três porteiros e duas inspetoras. Mas Meire argumenta que, com tantas crianças, não teriam como fiscalizar o que cada uma leva. "Nem poderíamos, o Estatuto da Criança e do Adolescente não permite."

Queixa. A diretora da escola, Márcia Gallo, lamenta que o caso tenha ocorrido em um momento em que o colégio "vivia uma euforia com os bons resultados do Enem".

"A única forma de evitar esse tipo de coisa é cada vez mais estreitar laços entre professores, crianças e pais", conclui Meire.

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