Diretor mata presidente de rede de farmácias na Bahia

Depois do crime, Albérico Lopes se suicidou; briga teve início no começo do ano e foi causada por disputa de poder

Tiago Décimo / SALVADOR, O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2010 | 00h00

O diretor administrativo de uma rede de farmácias baiana matou o presidente do grupo ontem de manhã, em Salvador, e se suicidou depois. A vítima é Waldir Mattos Régis, de 71 anos, vice-prefeito da cidade na gestão Fernando José (1989-1993).

Integrantes da Boa Farma, que funciona como uma associação, afirmaram à polícia que Régis e o diretor Albérico Pinto Lopes tinham desentendimentos desde o início do ano por causa da disputa pela presidência da rede, que congrega 102 unidades e pertence à Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias (Febrafar).

Segundo o delegado André Carneiro, da 16.ª Delegacia de Salvador, que investiga o caso, o assassinato aconteceu por volta das 10h de ontem, quando Lopes chegou à sede da rede e atirou em Régis, atingindo-o na cabeça. Logo depois, Lopes se matou também com um tiro na cabeça. Régis chegou a ser levado ao Hospital Geral do Estado, mas não resistiu ao ferimento. Quatro pessoas testemunharam o crime.

Disputa. Para a polícia, o mais provável é que o crime esteja ligado a briga por poder. Lopes, que já havia sido presidente da Boa Farma, teria a intenção de disputar o cargo mais uma vez na eleição marcada para 21 de janeiro.

Régis, porém, teria vetado a candidatura porque Lopes estaria inadimplente com a rede e teria perdido em uma disputa judicial o comando da farmácia da qual era proprietário. A inscrição das chapas seria encerrada no dia 30. Ontem, no site da rede, havia apenas um edital de convocação para as eleições do próximo mês, com as datas de inscrição de candidaturas. "Tudo indica que o crime foi cometido pela disputa pelo poder na rede", avalia o delegado André Carneiro, responsável pelo caso.

O presidente da rede, que além de vice-prefeito de Salvador foi reitor da Faculdade Dois de Julho e superintendente do Banco do Nordeste, cargo no qual havia se aposentado, tinha duas farmácias na cidade, uma no bairro do Campo Grande e outra na Pituba.

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