Diretor de empresa que implodiu prédio diz que ação falhou

Wesley Bartoli afirmou ao Bom Dia Brasil que esperava que prédio 'fosse ao chão'

05 de janeiro de 2012 | 11h57

SÃO PAULO - Em entrevista ao jornal Bom Dia Brasil, da TV Globo, na manhã desta quinta-feira, 5, o diretor técnico da Desmontec Demolições e Terraplenagem, empresa contratada pela Prefeitura de São Paulo para implodir o Edifício Moinho, que ameaçava tombar sobre a linha férrea da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), no Centro, admitiu pela primeira vez que a implosão de domingo, 1, falhou.

"O prédio realmente foi programado pra cair. Com certeza, eu esperava que ele fosse ao chão. Isso aí não vou negar", afirmou Wesley Bartoli, que disse ter ficado frustrado ao ver parte do prédio de pé. Apenas dois andares foram implodidos.

Ainda durante a entrevista, Bartoli disse que foram utilizados 400 kg de explosivo, metade do que foi previsto inicialmente. "Devido ao tempo que a gente teve para fazer o trabalho e devido aos estudos que foram feitos durante a própria perfuração, foram 2 mil e poucos furos, chegou-se à conclusão que não valeria a pena arriscar colocar cargas de explosivos acima do segundo pavimento", afirmou.

O objetivo, de acordo com Bartoli, era evitar estilhaços. "Por mais que eu protegesse as colunas, corria-se o risco de ter lançamento de concreto e nós preferimos evitar esse tipo de lançamento para [evitar] danificar a rede da CPTM, para [evitar] acertar as edificações vizinhas e os próprios moradores locais. O próprio prefeito sabe disso, a própria secretaria sabe disso. Eles aceitaram a minha justificativa, exatamente por isso", completou.

Apenas dois dos seis andares do antigo Moinho Central, no bairro de Campos Elísios, vieram abaixo após a implosão. O resto da demolição será feito manualmente e pode durar 15 dias - a limpeza do terreno será concluída em até 90 dias.

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