Dinheiro em espécie, ação fácil e vigilância fraca atraem ladrões

Análise: José Vicente da Silva Filho

É EX-SECRETÁRIO NACIONAL DE SEGURANÇA, DÁ CONSULTORIA PARA A FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS (FEBRABAN), O Estado de S.Paulo

14 Março 2012 | 03h05

Existem três fatores que ajudam a explicar a dificuldade na redução dos casos de furto a caixas eletrônicos. Primeiro, os ladrões enxergam vantagens nesse tipo de ação. São crimes que podem ser cometidos de madrugada, em alvos que não são guardados por seguranças e que armazenam dinheiro em espécie. Segundo, existe dificuldade na fiscalização na venda de dinamite, usada nessas ações. Finalmente, os bancos têm sido lentos na instalação de tecnologias para coibir furtos.

O uso dos homens das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e do equipamento da Força Tática da PM para atuar de madrugada acabaram diminuindo a ação das quadrilhas especializadas. É preciso inteligência para descobrir os grupos mais atuantes e, assim, reduzir o total de casos em São Paulo. Em outros Estados, como Paraná e Santa Catarina, esses casos também têm ocorrido com frequência. Já na Europa, a tecnologia deu bons resultados.

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