Kazuo Watanabe
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Dinheiro de delação premiada vira instrumento musical

Conservatório de Tatuí vai receber de saxofones a fagotes, comprados com R$ 138 mil que a [br]Justiça recuperou

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2011 | 00h00

SOROCABA

O dinheiro recuperado pela Justiça Federal em acordo resultante de uma delação premiada está sendo usado para comprar instrumentos musicais para alunos carentes do Conservatório Dramático e Musical Doutor Carlos de Campos, de Tatuí, a 137 quilômetros de São Paulo. Sete alunos da instituição mantida pela Secretaria de Estado da Cultura já receberam instrumentos de alto custo, como contrabaixo, saxofone, bombardino, trombone, fagote e tuba. Aos outros quatro, a entrega será feita no domingo.

O responsável pela ação que resultou na recuperação de R$ 138 mil foi o então juiz federal Fausto Martin De Sanctis, hoje desembargador do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região. Ele estará na cerimônia de entrega, que terá recital e debate com a participação do desembargador. Os instrumentos adquiridos são de nível profissional e, em todos os casos, sonhos de consumo dos músicos.

Para a escolha dos 11 beneficiados, o núcleo de assistência social do conservatório e os coordenadores das áreas de música erudita analisaram as condições financeiras e o aproveitamento pedagógico dos alunos. Numa segunda fase, a seleção foi feita em conjunto com a Justiça Federal. A escola terá a guarda dos instrumentos, que serão emprestados condicionalmente até o término do curso.

PARA LEMBRAR

11 mil obras sem destinação

Neste ano, o mesmo desembargador Fausto De Sanctis sugeriu que a mansão e 11 mil obras de arte de Edemar Cid Ferreira - fundador do Banco Santos, que teve os bens sequestrados pela Justiça em 2005 - fossem tombadas pelo poder público e convertidas em museu. A proposta irritou os credores de Edemar, que cobram dívidas de R$ 3 bilhões.

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