Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

Dilma se emociona e decreta luto de 3 dias

''Não era característica do País ocorrer esse tipo de crime'', lembrou a presidente

Lisandra Paraguassu, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2011 | 00h00

A tragédia comoveu a presidente Dilma Rousseff. Visivelmente emocionada, na manhã de ontem a presidente pediu um minuto de silêncio ao encurtar a cerimônia em que deveria ser comemorada a marca de 1 milhão de empreendedores inscritos no Programa Microempreendedor Individual.

Ela chegou a embargar a voz ao falar das crianças assassinadas, a quem se referiu como "esses brasileirinhos que foram retirados tão cedo da vida". Depois, a presidente decretou luto oficial de três dias no País. No Rio, o governador Sérgio Cabral decretou luto oficial de sete dias em memória das vítimas.

Dilma foi informada das mortes ao chegar ao Planalto pela ministra da Secretaria de Comunicação da Presidência, Helena Chagas. Logo em seguida, falou com o prefeito carioca Eduardo Paes e o governador Sérgio Cabral. De acordo com o porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena, Dilma teria ficado "chocada e constrangida".

Antes da cerimônia do fim da manhã, a presidente avisou a seus auxiliares que queria encurtá-la. Nenhum ministro fez discurso, apenas um vídeo institucional foi apresentado.

Repúdio. "Eu não vou fazer um discurso, porque hoje nós também temos o que lamentar, que é o que aconteceu em Realengo com crianças indefesas", disse Dilma. "Não era característica do País ocorrer esse tipo de crime. Por isso, eu considero que todos aqui, homens e mulheres, estamos unidos no repúdio àquele ato de violência, sobretudo com crianças indefesas", disse, ao explicar o motivo da brevidade da cerimônia.

À tarde, Dilma informou que "fará o maior esforço possível" para visitar hoje ao Rio.

REAÇÕES

Maria do Rosário, secretária Nacional de Direitos Humanos

"O Brasil chora por esse ato de violência absurdo que resultou na morte de crianças inocentes"

José Sarney, presidente do Senado

"O sangue das meninas e meninos atingidos por um desequilibrado deve nos fazer meditar sobre o imenso problema da violência e especialmente examinar os resultados do plebiscito que aprovou a venda de armas de fogo, instrumento do crime"

Sérgio Cabral, governador do Rio

"O sargento foi um herói. O atirador já estava preparado para continuar os disparos"

Eduardo Paes, prefeito do Rio

"Um lugar feito para construir sonhos foi transformado num pesadelo, num inferno"

D. Orani João Tempesta, arcebispo do Rio

"O atentado a tiros (...) feriu não só aqueles que foram atingidos, mas também todos os

cariocas"

Jack Terpins, presidente do Congresso Judaico Latino-americano

"Este indivíduo não manchou apenas as suas mãos com sangue, mas também toda uma nação, tida como pacífica e tolerante"

Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp

"Embora nessa proporção o ocorrido seja singular, o fato mostra que existe uma situação de vulnerabilidade nas escolas públicas, nas quais são corriqueiros casos de violência, dentro das unidades e no seu entorno"

Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo

"Quero prestar minha solidariedade às famílias atingidas, à comunidade escolar e ao povo do Rio, para os quais dirijo meus pensamentos positivos e desejo de paz"

Ronaldo, ex-jogador de futebol

Difícil encontrar as palavras certas. De qualquer forma, minha solidariedade para todas as vítimas da tragédia do Rio. Eu que sou pai (...), imagino o tamanho da dor de todas as famílias"

José Serra, ex-governador de São Paulo

"Estamos todos de luto pela tragédia ocorrida nesta manhã no Rio de Janeiro"

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.