Dilma quer examinar planilhas de ônibus

Em mais um esforço para responder ao barulho da "voz das ruas", a presidente Dilma Rousseff decidiu fazer reunião com governadores, prefeitos, secretários de Transporte e prestadores de serviço para discutir a planilha de cálculo das tarifas de ônibus. Ao discursar em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, a presidente afirmou que alguns veículos de transporte público, de má qualidade, tratam os passageiros como "sardinha".

Rafael Moraes Moura, Renata Veríssimo / Brasília, O Estado de S.Paulo

18 Julho 2013 | 02h38

Dilma disse que o governo estava "tão preocupado" com o transporte urbano que decidiu desonerar a folha das empresas de transporte e reduzir o PIS/Cofins antes mesmo das manifestações. "Isso contribuiu para uma redução de 7,23% das tarifas, o que permitiu uma redução dos atritos por transporte de má qualidade, extremamente apertados, como sardinha, e com uma frequência não tão adequada em várias partes do nosso País", disse Dilma.

Segundo o Estado apurou, a reunião deverá ocorrer na semana que vem. "Estamos convocando uma reunião com os prefeitos, os governadores, os movimentos sociais, o Fórum Nacional de Secretários de Transporte, trabalhadores do setor, enfim, uma ampla reunião, e na pauta está a planilha de cálculo das tarifas", antecipou Dilma.

Numa demonstração de que o governo está tentando afinar o discurso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que qualquer ato que o governo venha a fazer em relação ao transporte urbano tem de vir acompanhado de redução de gastos em outra área. Ao ser questionado se o corte que será feito no Orçamento é importante para a credibilidade da economia, Mantega respondeu que a presidente estabeleceu cinco pontos, e um deles é a estabilidade fiscal. "Portanto, os atos que venhamos a fazer, inclusive para melhorar a mobilidade urbana, têm de vir acompanhados de redução de gastos em outras áreas. Ou seja, a manutenção do quadro fiscal sólido que nós temos hoje no País", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.