Dilma manda ministros checar resgate

Rosário, Tereza Campelo e Gilberto Carvalho se atrapalham para cumprir ordem da presidente

JULIA DUAILIBI, O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2011 | 03h03

A presidente Dilma Rousseff determinou que três ministros da área social, que a acompanhavam ontem em agenda em São Paulo, fossem até a Favela do Moinho, na região central, acompanhar o trabalho de socorro às vítimas.

Dilma estava na cidade para participar de comemoração de Natal com moradores de rua e catadores de material reciclável quando foi informada sobre o incêndio. "Em relação ao incêndio que atingiu esse bairro popular, vou pedir para a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), o ministro Gilberto (Carvalho, secretário-geral da Presidência) e a ministra Tereza (Campello, do Desenvolvimento Social) para irem olhar o que é que está acontecendo lá", disse em seu discurso.

O Estado acompanhou a reunião feita pelos três ministros, ainda na sede do sindicato, logo depois que Dilma deixou o local. O grupo questionava como chegaria à favela, quem os recepcionaria por lá e pediam aos assessores para localizarem o prefeito Gilberto Kassab (PSD).

A ministra Maria do Rosário era a mais preocupada com a "logística" do deslocamento do grupo. Chegou a pedir para que alguém levasse um laptop para a sala, onde poderiam ver no Google Maps o local do incêndio.

Tereza Campello propôs, então, que fossem até o Aeroporto de Congonhas, onde pegariam carros da Presidência e seguiriam para o local. Foi logo desencorajada, já que estavam na mesma região da favela.

O ministro Fernando Haddad (Educação) acompanhou a reunião e perguntou se houve vítimas no incêndio. O padre Julio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua, disse que havia, sim.

Rosário insistiu para que lideranças populares presentes no encontro com Dilma acionassem os moradores da região para que eles fossem recebidos por um grupo lá. Foi então que chegou a informação de que Kassab estava lá e recebera "vaias".

Sem saber como agir, os ministros disseram então que iriam ao local apenas prestar "solidariedade" às vítimas. "Sem oba-oba", completou um dos 15 presentes na reunião do grupo. / COLABOROU WILLIAM CARDOSO

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