Dilma estuda cada passo para não atingir família Sarney

Todos os movimentos do governo federal para tentar ajudar a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), a conter a onda de barbárie iniciada na Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís, são milimetricamente estudados para não causar nenhum tipo de melindre à família Sarney. O cuidado excessivo tem motivo: garantir o apoio dos peemedebistas maranhenses durante a campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição.

BASTIDORES: Débora Bergamasco, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2014 | 02h04

Dilma tem em mãos um mapa dos delegados do PMDB em todo o País. O levantamento mostra quantas pessoas de cada Estado têm direito a votar nas reuniões da executiva do partido. É o grupo que orienta as decisões nacionais do PMDB. E o Maranhão está entre os campeões de delegados: são mais de 40.

Trocando em miúdos: o PT não pode sair culpando o clã Sarney pelo caos do sistema prisional no Estado porque não pode se dar ao luxo de comprar briga com a turma do Maranhão. Assim, arriscaria perder dezenas de votos que podem levar o PMDB a tomar decisões que contrariem os interesses do Partido dos Trabalhadores em ano eleitoral. Até porque, há muitos problemas ainda para resolver com a sigla aliada em Estados também muito representativos, como Rio, Ceará e Bahia.

Anteontem, Dilma não gostou quando a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, responsabilizou Roseana Sarney pela violência nos presídios estaduais. E calculou que o estrago poderia até ter sido maior, caso a declaração tivesse sido feita em um mês politicamente mais animado do que janeiro.

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