André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Dilma celebra parceria para obra da Sabesp com brinde de água

Alckmin assinou contrato com BNDES para financiamento de R$ 747,4 mi para interligação entre as Represas Jaguari e Atibainha

Isadora Peron e Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

25 Junho 2015 | 12h14

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff (PT) propôs nesta quinta-feira, 25, um brinde de copo d'água para celebrar a assinatura do contrato de financiamento de R$ 747,4 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para uma obra da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que vai possibilitar a integração entre as Represas Jaguari, na Bacia do Paraíba do Sul, e Atibainha, na Bacia do Sistema Cantareira. A interligação deve ficar pronta em 2017, segundo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Em uma rápida solenidade no Planalto, Dilma e o governador de São Paulo convergiram no discurso ao atribuir à crise hídrica e energética a situação de seca no Estado e na Região Nordeste. Alckmin voltou a descartar a possibilidade de um rodízio no abastecimento de água em seu Estado.

Na avaliação de Alckmin, a interligação entre as Represas Jaguari e Atibainha é uma obra "estruturante" para garantir a segurança hídrica do Estado. 

"Estamos fazendo uma obra histórica que é integrar a Bacia do Rio Paraíba do Sul com o Cantareira. Essa é obra estruturante", destacou o governador. "Queremos agradecer a presidente e ao BNDES nesta boa parceria e esperamos logo, logo estar com essa integração realizada."

O valor total previsto da obra é de R$ 830 milhões.

"Vamos fazer uma grande obra que vai dobrar a capacidade de reservação de ambos os sistemas e diminui a vulnerabilidade. E os dois reservatórios integrados, é mão dupla", comentou Alckmin. "Quero destacar que não haverá rodízio, estamos preparados para o período da seca."

Parceria. Em uma curta fala, Dilma disse que o contrato vai "viabilizar maior segurança hídrica para o Estado de São Paulo" e destacou a parceria firmada com o governador tucano.

"Desde o início desta crise hídrica que se abateu sobre o Brasil, tanto no Nordeste quanto no Sudeste - o governador tem toda a razão -, é uma crise hídrica, porque a hidrologia que tivemos nos últimos anos está completamente fora da curva, é das piores de todos os tempos", afirmou Dilma. "Diante dela, tomamos uma atitude que foi logo no início definir uma parceria entre nós. É muito difícil a gente prever qual vá ser a hidrologia. A gente não sabe, porque ninguém sabe, a crise tem um componente extremamente aleatório."

Dilma aproveitou a fala para comentar que as mudanças no regime de chuvas provocaram uma elevação "bastante acentuada" das tarifas de energia, com o uso de energia térmica, mais cara.

Em um novo gesto de aproximação com o tucano, Dilma afirmou que o Palácio do Planalto e o Palácio dos Bandeirantes estão em uma situação de "parceria sistemática". "Eu sei que o senhor (dirigindo-se a Alckmin) tem projetos, temos sido parceiros dentro das nossas possibilidades e continuaremos a sê-lo daqui pra frente", assegurou a presidente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.