Dilma anuncia pacote do bem no aniversário de SP

O governo federal preparou para esta sexta, 25, uma agenda positiva com a entrega de unidades habitacionais e ambulâncias, além de anúncios de parcerias nas áreas de Educação e Saúde

Adriana Ferraz e Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

22 Janeiro 2013 | 13h24

SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff visita São Paulo na próxima sexta-feira, 25, para comemorar o aniversário da cidade, mas quem vai ganhar presente é o prefeito Fernando Haddad (PT), que completa 50 anos no mesmo dia. O governo federal preparou para o dia 25 uma agenda positiva com a entrega de unidades habitacionais e ambulâncias, além de anúncios de parcerias nas áreas de Educação e Saúde. A expectativa é que a presidente anuncie oficialmente a construção de um câmpus da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) na zona leste, e de um Instituto Federal de Ensino em Pirituba, na zona norte. Os terrenos para os dois centros serão doados pela Prefeitura.

Dilma também reforçará a intenção de repassar R$ 200 milhões à capital para a construção de 172 creches. A verba está liberada, dependendo apenas da indicação das áreas pela Secretaria Municipal da Educação para ser repassada. Encontrar os terrenos para iniciar as obras é uma das prioridades da gestão Haddad, que conta com a ajuda do governo estadual para dividir responsabilidades e gastos em desapropriações. 

Na área da Saúde, a ampliação do convênio com o Samu inclui a entrega de 80 novas ambulâncias à cidade - 20 devem substituir veículos já em utilização pelas equipes paulistanas. Há expectativa ainda que a presidente anuncie uma parceria para a implementação da Rede Hora Certa, promessa de Haddad para reduzir as filas de exame e de pequenas cirurgias na rede municipal. No programa de governo do petista estão previstas 31 unidades, uma por subprefeitura. 

Na região de Itaquera, zona leste, Dilma deve entregar 300 unidades habitacionais produzidas pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida. Na parte da tarde, encontrará Haddad e uma comitiva de secretários municipais em busca de recursos para viabilizar seus programas. Segundo determinação do prefeito, terão prioridade projetos com verbas asseguradas. Além de Educação, Saúde e Habitação, a Prefeitura estima arrecadar repasses federais para programas de habitação  - 55 mil unidades foram prometidas para os próximos quatro anos.

A formalização de transferências da União, no entanto, não deve extrapolar R$ 2 bilhões neste, segundo revisão orçamentária promovida pela Secretaria Municipal de Planejamento. A expectativa inicial era de que esse montante chegasse a R$ 4 bilhões. Na semana passada, Haddad anunciou o congelamento de 12,3% do orçamento, ou R$ 5,2 bilhões, e o corte de parte das verbas de custeio. A ordem é economizar até que o caixa comece a receber recursos externos.

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