Dicas para sair do sufoco

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Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2011 | 00h00

Em São Paulo, infelizmente, não vai ser difícil deparar-se com a seguinte situação: você está dirigindo e começa a chover forte. O trânsito vai parando e a água começa a subir tanto que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) registra aquele ponto de alagamento como intransitável. Ou então você estacionou o carro e, quando voltou, encontrou o automóvel submerso e - pior - com uma árvore em cima dele.

Como proceder ? Com quem reclamar? O Estado ouviu especialistas que ensinam a sair do sufoco no meio do temporal. As mesmas regras valem para queda de árvores sobre carros.

1. Riscos. Se você se deparou com uma rua alagada, a dica do tenente Zenerato, do Corpo de Bombeiros, é simples: não se aventure na chuva. "Andar na água é perigoso porque você nunca sabe o que tem ali. É preciso sempre cogitar que aquela água está provavelmente contaminada, você pode pegar uma doença, ser levado pela correnteza, pisar em falso no bueiro."

2. Cautela. A mesma cautela vale para quem está dentro do carro, preso no trânsito, no meio de uma rua que começou a alagar. Segundo o tenente Zenerato, o melhor é não descer do carro, mas, se for preciso, "não hesite em subir em cima do veículo e esperar pelo socorro".

3.Quando arriscar. Não arrisque jogar o carro na rua alagada se o nível da água ultrapassar a metade da roda. Segundo o engenheiro mecânico e diretor da Chevy Auto Center, Denis Marum, se tiver de passar, que seja bem devagar para não jogar água para dentro do motor. "Se o carro morreu no caminho ou estava estacionado no meio do alagamento, desista. Tentar dar partida pode ser fatal ao motor e causar prejuízo enorme." O conserto do carro leva entre uma semana e um mês, dependendo do estrago.

4.Seguros. Hoje, a maioria das seguradoras de automóvel já inclui no contrato a cobertura contra esse tipo de desastre natural. Segundo o integrante da Comissão de Automóveis da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Luiz Pomarolli, o seguro precisa ser total, contra roubo, incêndio e colisão (as enchentes estão inclusas no item "colisão"). Mas, se o automóvel estava em um estacionamento pago, o ideal é exigir o seguro que o proprietário do local tem obrigação de ter. O mesmo vale para a garagem do seu prédio.

5.Indenização. Com ou sem seguro particular, quem teve um bem danificado pelas enchentes tem direito de entrar com ação indenizatória contra a Prefeitura. Afinal, também é dever do poder público blindar a cidade contra esse tipo de situação. O advogado João Vinicius Manssur, especialista em indenizações, ensina: "Procure tirar foto dos estragos, fazer boletim de ocorrência e juntar notícias de jornais falando sobre o alagamento. Ter testemunhas também ajuda", diz. Manssur orienta ainda a, na hora do conserto, fazer um orçamento em três lugares diferentes para tirar uma média do prejuízo e anexar todos os documentos ao processo. "Cobrar o governo é um ato de cidadania que todos deveriam praticar", afirma.

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