Dicas para evitar festejar no aeroporto

Governo e empresas anunciam de fiscalização de overbooking até maquininha de salgados, mas vale a pena ter 'plano B' para a viagem

O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2011 | 03h04

Festas de fim de ano e aeroporto são palavras que não combinam lá muito bem. Nos últimos anos, o fluxo cada vez maior de viajantes tem transformado os já saturados aeroportos brasileiros em espaços ainda mais cheios de filas - de estacionamento, do táxi, do check-in, do controle de passaporte, do raio X...

A expectativa é de que o número de passageiros em dezembro atinja 16 milhões, 13,6% mais do que no mesmo mês do ano passado, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Para piorar, aeronautas e aeroviários ameaçam entrar em greve na quinta-feira. Ou seja, para quem quer apenas descansar neste fim do ano, os aeroportos definitivamente não serão os lugares mais tranquilos do mundo.

Para evitar o caos, o Ministério da Justiça está pressionando as empresas aéreas a adotar maior transparência e melhorar o atendimento aos clientes na hora de comprar, cancelar ou remarcar bilhetes. Representantes do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) devem acompanhar fiscais da Anac em aeroportos no fim de ano, para fiscalizar o serviço. Além disso, a Infraero fez um acordo com a Polícia Federal nos aeroportos internacionais para aumentar em pelo menos 70% o efetivo no setor de imigração. Em Cumbica, maior do País, exigiu-se o dobro de pessoal.

Salgadinhos. Já para as empresas aéreas o órgão exigiu mais gente no check-in e maior agilidade na entrega de bagagens. Também proibiu overbooking. Há até a promessa da Infraero de coibir os preços exorbitantes cobrados nas lanchonetes nos aeroportos - a agência afirma que vai instalar máquinas de salgadinhos e refrigerantes, com preços acessíveis.

Pode ser uma boa notícia, mas o maior problema ainda está nos inúmeros gargalos nos aeroportos, em quase todas as áreas. A única obra prevista para desafogar Cumbica, por exemplo, não ficou pronta a tempo - pior, o teto do Terminal Remoto desabou e a inauguração deve ficar para janeiro. Assim, o único jeito de escapar de enrascadas é partir para o plano B e tentar driblar pelo menos parte das filas neste verão.

Dicas. Um exemplo está na falta de táxis nos aeroportos. Em horários de pico em Cumbica e Congonhas, por exemplo, a espera para pegar um carro chega a quase 40 minutos - a duração da ponte aérea Rio-São Paulo. Uma estratégia extraoficial adotada por alguns viajantes é tentar pegar um táxi que está deixando passageiro na área de embarque, onde não há filas.

Com o objetivo de ajudar a driblar o caos dos aeroportos neste fim de ano, o Estado compilou essa e outras dicas no infográfico abaixo. Elas vão de como fazer check-in em casa até como evitar furtos de malas. / RODRIGO BRANCATELLI e NATALY COSTA

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