Dia Mundial Sem Carro tem eventos especiais no sábado em SP

Algumas ruas serão interditadas para receber a programação; intenção é conscientizar sobre o meio ambiente

21 de setembro de 2007 | 10h08

No sábado, 22, São Paulo vai viver o Dia Mundial Sem Carro, que terá uma programação especial em toda a cidade para o paulistano poder passear sem usar o veículo. A idéia de ficar um dia sem carro surgiu em 1996, na França, para poluir menos o meio ambiente. Outras 1.500 cidades espalhadas pelo mundo acabaram aderindo à idéia, aos poucos. Neste ano, a Secretaria Executiva do Movimento Nossa São Paulo diz que a participação é oficial e tem uma programação especial que pode ser consultada no site. "O Brasil tentou participar em 2005 e 2006, mas não foi de um jeito oficial", afirma Maurício Broinizi Pereira, coordenador da secretaria. Neste ano, o movimento conseguiu, com o apoio de empresas, colocar o Dia Sem Carro no Calendário Oficial da cidade. Haverá atividades culturais e esportivas em 35 pontos diferentes de São Paulo, das 8 horas às 18 horas. Para não atrapalhar a programação, algumas ruas serão fechadas, como é o caso do Minhocão, no centro; da Rua Leôncio de Carvalho, na região da Avenida Paulista; da Rua Maria José, no Bixiga; da Rua Colônia Nova, no Jardim Angela; e da Rua Belmiro Braga, na Vila Madalena. O que os paulistanos vão fazer no sábado: "O Dia Sem Carro não é a solução, mas sim um processo de conscientização. Apóio a idéia, embora meus filhos que trabalham com revenda de automóveis não devam gostar muito da minha opinião. No sábado estarei a trabalho em Tatuí, a 150 quilômetros de São Paulo. Para não ir contra a mobilização, vou sair de casa na sexta-feira.", Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo e empresário do setor automobilístico; "Esse será um momento para identificar a importância do transporte público. Farei toda minha programação sem carro, de metrô, a pé ou de bicicleta. Faço isso sempre. E vou de ônibus assistir ao jogo São Paulo e Figueirense no Morumbi.", Gilberto Kassab, prefeito da capital; "Ainda não sei em que lugares vou, só sei que não vou de carro. Já enchi o pneu da minhabicicleta. Minha proposta ao prefeito é que se adote em São Paulo o esquema de bicicletas públicas que existe na Europa.", Eduardo Suplicy, senador; "Não farei a programação normal da Subprefeitura, onde visito diversos bairros. Estarei no centro, vistoriando obras. Já estou acostumado a caminhar e vai ser simples aderir ao Dia Sem Carro.", Andréa Matarazzo, subprefeito da Sé; "Vou passar de tênis o dia inteiro e me divertir muito. Neste sábado estarei em Campinas, onde eu moro, e vou incentivar todas as pessoas a andarem a pé, correr, fazer trilha e não usar o carro. Eu vou fazer trilha em Sousas, saindo a pé aqui mesmo da cidade.", Maria Helena de Castro, secretária do Estado da Educação;  "A data vai coincidir como Ano-Novo judaico, por isso não vou poder participar dasatividades. Mas vou andar a pé por quarenta minutos até a sinagoga. Farei jejum neste dia.Acredito que muita gente vai aderir. Dá para se programar.", Fábio Feldmann, advogado ambientalista e criador do rodízio de veículos; "'Vou participar do Dia Sem Carro de corpo e alma. Já estou pesquisando as linhas de ônibus para chegar à Zona Leste, onde vou dar uma palestra. Tenho que sair do Morumbi e chegar ao Carrão. De carro levaria meia hora. Usando só transporte público, vou levar mais de duas horas. ", Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo;  "No sábado pretendo fazer muita coisa. Primeiro, vou ao lançamento do Dia Sem Carro na Avenida Paulista. Vou andar a pé e de ônibus.Pretendo viver a Cidade intensamente. Sou ‘carrodependente’, mas sábado não vou permitir que ele saia da garagem.", Danilo Santos de Miranda, diretor do SESC São Paulo; "Sairei de casa 8h30 e irei de bicicleta à Av. Paulista. À tarde vou de bicicleta e de metrô à Zona Norte, na virada esportiva. Espero convencer meus seis filhos a aderir ao movimento, mas não sou ditador.", Eduardo Jorge, secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente; "Neste sábado, Dia Sem Carro, vou incentivar a campanha desde cedo. Pela manhã irei caminhar com Freud, meu cão labrador. Depois, almoçarei num restaurante perto de casa, na Vila Madalena, com a família. E, claro, todos iremos até lá a pé.", Luiz Roberto Barradas Barata, secretário Estadual da Saúde;  "Minha vida é uma correria, mas, considerando a proposta, vou participar e fazer um passeio a pé, que, aliás, eu adoro. Já para bicicleta eu não tenho a menor vocação... Aqui em São Paulo tem muita ladeira.", Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna; "É claro que o meu sábado e o da minha família vai ser sem carro. Temos de dar exemplo àpopulação . A falta de credibilidade nas instituições políticas se dá justamente pela distância entre do discurso e ação.", Oded Grajew, presidente do Instituto Ethos; "Se a minha filha quiser fazer os programas de sábado comigo, vou de ônibus. Se ela não vier, vou de bicicleta. Recomendo que todos experimentem ficar um dia sem carro. As pessoas perceberão que o carro é mais um hábito arraigado que uma necessidade.", Soninha, vereadora pelo PT;  "Para mim, todo dia é Dia Sem Carro. Vendi o meu há uns dois meses e desde entãosó ando pela Cidade com ônibus e metrô. Mas vai ser legal, é interessante. Os políticos também vão ficar a pé? Vamos conferir.", Renato Torres Rodrigues, promotor de vendas.

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