Dia Hetero volta a paralisar votações na Câmara de São Paulo

Líder do PT não quer que projeto do vereador Carlos Apolinario seja levado à votação

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2011 | 11h43

SÃO PAULO - A Parada Gay já passou, mas a polêmica sobre o projeto que cria o Dia do Heterossexual continua travando a votação de projetos na Câmara Municipal de São Paulo. Desde a noite de terça-feira os vereadores não conseguem acordo para colocar em votação projetos do Executivo e de vereadores porque o vereador Carlos Apolinário (DEM) exige a votação da proposta que define o terceiro domingo de dezembro como o Dia do Orgulho Hetero. Como o líder do PT, Ítalo Cardoso, não quer deixar que o projeto seja levado à votação, a pauta da Casa segue travada.

 

Na pauta estão em votação, em segunda discussão, os dois projetos mais importantes no ano para o governo: o que autoriza a construção de um túnel de 2,4 km e R$ 3 bilhões entre a Avenida Jornalista Roberto Marinho e a Rodovia dos Imigrantes e o pacote tributário da Prefeitura com mudanças no cálculo do IPTU.

 

"O meu projeto está em discussão desde 2005, passou por todos os trâmites da Casa e não vejo motivo para não ser levado à votação", argumenta Apolinário, evangélico e liderança da Igreja Assembleia de Deus. O líder do governo, Roberto Trípoli (PV), mostrou irritação com o parlamentar. "Só Apolinário quer votar projeto só dele no plenário", disparou o líder.

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