Dia de Gisele, Demi Moore e Ashton Kutcher na Bienal

Ator decepciona por não desfilar; Cori, Iodice, Osklen e Juliana Jabour também mostraram suas coleções

, O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2011 | 00h00

Foi sob vaias de fotógrafos e cinegrafistas que aguardaram mais de duas horas para fazer suas imagens que Ashton Kutcher e Demi Moore - as celebridades mais esperadas do dia - chegaram ontem à Bienal. Ashton, que antes estava alegre e cordial, travou. A passagem pelo tapete vermelho montado para eles não durou mais de um minuto e meio.

Para completar, quem acreditava que ele desfilaria pela Colcci se frustrou ao perceber que, na verdade, ele faria apenas uma aparição no final do desfile, na hora dos agradecimentos, com o estilista Jeziel Moraes. Demi assistia a tudo cercada por 11 seguranças. "A estratégia de marketing da Colcci sempre foi muito agressiva", explica Adriana Zucco, também estilista da marca. "O convite a Ashton e Demi confirma isso."

Antes disso, Gisele Bündchen abriu o desfile em alto astral. Foi simpática, sorriu para público, e levantou seus dedos fazendo o tradicional paz e amor. E, como sempre, foi super aplaudida. Depois veio Alessandra Ambrósio, que deve ser a próxima top exclusiva da marca.

Mas o esforço da Colcci não foi apenas de marketing. A marca mostrou uma roupa desenvolvida com mais referências de moda e uma gama maior de looks e de tecidos. Couro, lã, renda e até uma espécie de tweed surgiram em shorts, tops estruturados que lembravam corseletes, e em casacos 3/4.

Tanto furor em torno do desfile que fecharia o dia não ofuscou o que de melhor aconteceu nas outras apresentações. O evento começou com a Iodice, inspirada em Sam Haskins, fotógrafo americano que passou pelas principais revistas de moda americana e morreu em 2009.

E, até por isso a marca, conhecida pela sua pegada comercial, deu um pouco mais de glamour às modelos, misturando materiais nobres como o crepe, o georgete, a seda e até pele. Roupas com formas amplas, com a cintura marcada por um cinturão, foram destaque.

Às 16 horas, a mineira Juliana Jabour estreou na SPFW. A atriz Fernanda Lima abriu o desfile, que trouxe uma coleção parecida com a que foi apresentada no último Fashion Rio, evento de que a estilista participou por 10 edições: malha com lurex, saias longas e estampas de animal.

Novos materiais. Muito longe do estilo carioca, a Cori apostou numa mulher clássica e feminina, quase uma personagem do filme Bonequinha de Luxo. Formas retas e muita seda, apresentadas de jeito inusitado. Ela apareceu, por exemplo, dublada, ou seja, colada sobre outro tecido. No caso, à organza, para compor um vestido, e à lã, numa saia reta - e aí dava até impressão de couro.

Já na Osklen, a maxi gola foi o grande trunfo. Algumas eram altas e outras, chaminés, que chegavam quase até o nariz. Elas apareceram em blusas, vestidos curtos e blusões, até mesmo nos looks masculinos - a marca trouxe roupas para ela e para ele. / PAULO SAMPAIO, VALÉRIA FRANÇA, RENATA REPS e FLÁVIA GUERRA

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