DHPP leva 22 horas para checar local de crime

Dois irmãos, jovens de 19 e 21 anos, filhos de um Guarda Civil Metropolitano de Diadema, roubaram um carro em São Bernardo do Campo no dia 1.º de maio. Na versão da PM, eles foram recebidos a tiros pelos ladrões. Um dos sobreviventes, que está preso, nega a acusação. Assume o roubo, mas garante que os dois estavam desarmados e seu irmão foi executado pelos PMs com três tiros no peito.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

08 Julho 2011 | 00h00

Mesmo com o DHPP no caso, as investigações não andaram. O advogado Dimas Corse Nogueira afirma que a equipe de homicídios demorou 22 horas para chegar à delegacia onde o caso estava sendo registrado. Naquela noite, os policiais disseram que ainda tinham três lugares para investigar.

Segundo o irmão do sobrevivente, ele se entregou quando foi abordado pelos policiais. Levou um tiro nos óculos e achou que iria morrer. Neste momento, um ônibus parou no sinal vermelho e os passageiros testemunharam a cena. Acha que por isso não foi morto.

Seu irmão correu e se escondeu na garagem de uma casa próxima. O pai dos garotos disse que foi falar com o dono da casa, que tem medo de se identificar, e disse que o menino foi executado ao se entregar.

Nogueira afirma que levou o caso à Corregedoria para reclamar melhor investigação. Ele viu com bons olhos a vinda do DHPP, mas acha que ainda falta apoio do governo para que as resistências sejam bem apuradas. "Como pode demorar 22 horas para chegar à delegacia? É preciso melhorar a estrutura", diz.

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