Roosevelt Cassio / Reuters - 22.01.2012
Roosevelt Cassio / Reuters - 22.01.2012

Dezessete são presos durante desocupação em Pinheirinho

Para Polícia Militar, ação foi 'brilhantemente planejada' e 'não foi encontrada resistência'

Solange Spigliatti, do estadão.com.br

22 de janeiro de 2012 | 16h09

Dezessete pessoas foram presas neste domingo, 22, durante a reintegração de posse no acampamento Pinheirinho, na zona sul de São José dos Campos, interior de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, alguns dos presos não fazem parte da comunidade.

 

A desocupação do imóvel deve terminar até o fim da noite de hoje, quando todos os moradores devem ter sido retirados. Segundo a PM, as pessoas que não possuem local para ir devem procurar o Centro de Triagem, montado em frente ao acampamento pela Prefeitura.

 

Ação. Segundo a PM, foi uma "ação brilhantemente planejada, onde não foi encontrada resistência". O elemento surpresa foi o sucesso da ação, segundo a PM. A área já está 100% tomada pela polícia e nesta segunda-feira, 23, será feita a retirada dos móveis dos moradores por homens contratados pela prefeitura. A polícia deve ser retirada do local assim que todos saírem do local.

 

Segundo o batalhão de choque, foram encontradas armas improvisadas e todas foram levadas para a delegacia em São José. Seis veículos foram queimados, sendo um da TV Vanguarda.

 

Ferido. O homem ferido na manhã, de acordo com a PM, fazia parte do grupo de vândalos  que derrubou o portão do Centro Esportivo hoje de manhã. Um guarda civil municipal teria atirado contra o manifestante. O homem foi operado para a retirada de uma bala, na região lombar, e passa bem, segundo a prefeitura.

 

Manifestação. Cerca de 30 manifestantes que apoiam os moradores do Pinheirinho estão em frente ao Condomínio Bosque Imperial, onde mora o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB). Os integrantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, da OJE (Organização dos Jovens e Estudantes) e da Anel (Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre).

 

Eles exigem que Eduardo Cury atenda à reivindicação dos moradores e regularize a área do Pinheirinho. Apesar dos governos federal e estadual já terem apresentado propostas para regularizar a Ocupação, Cury continua omisso em relação ao caso, segundo o sindicato.

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