FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Dezenove entidades vão acompanhar destino dado a usuários de crack em SP

Representantes do Cremesp e outros órgãos, como o MPE e a OAB, divulgaram nota em que decidem apurar procedimentos na Cracolândia

O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2017 | 20h52

Representantes de 19 entidades da sociedade civil e de instituições de controle social vão apurar os destinos dados pelo poder público às pessoas que usam crack e outras drogas na região central de São Paulo. A manifestação acontece três dias depois de uma operação para desmontar tendas na Praça Princesa Isabel, onde estão instalada uma nova Cracolândia em São Paulo. 

Após reunião realizada nesta quarta-feira, 14, na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), órgãos como o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), o Ministério Público do Estado, a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiram apurar os procedimentos adotados pelo governo em relação aos usuários de drogas na região da Luz e adjacências. 

Em nota assinada por representantes de 19 órgãos e divulgada nesta quarta, o grupo explica que pretende "identificar os critérios que justifiquem os destinos dados a cada um (dos usuários de crack e outras drogas na região da Cracolândia) e fiscalizar procedimentos em saúde e assistência social, em caráter emergencial."

Confusão

Nesta quarta-feira, 14, uma confusão na Praça Princesa Isabel, no centro de São Paulo, onde está instalada uma nova Cracolândia, terminou com um suspeito de tráfico preso, um guarda-civil ferido e um ônibus depredado. O tumulto ocorreu durante uma ação de limpeza da Praça, que passou a ser rotina desde a operação do domingo, 11, em que barracas e tendas foram desmontadas. 

As operações de limpeza estariam ocorrendo duas vezes por dia após a ação policial do domingo passado, segundo informou a GCM, com objetivo de evitar a reinstalação de barracas e tendas, que facilitariam o tráfico na área. 

Emergenciais

Em reunião nesta quarta-feira, 14, a Prefeitura anunciou que abrirá mais de 280 vagas emergenciais de assistência social na região da Praça Princesa Isabel, no centro de São Paulo. A lotação nas estruturas existentes foi apresentada como justificativa para expansão do apoio. A gestão do prefeito João Doria (PSDB) acrescentou que serão criados mais dois equipamentos emergenciais, também na região central, oferecendo espaços de descanso, leitos, refeitórios, além de banheiros masculinos e femininos com chuveiros elétricos. 

 

 

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