DIVULGAÇÃO/POLÍCIA CIVIL
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Dez pessoas morrem baleadas na zona sul de São Paulo

Polícia CIvil afirma que sete vítimas tinham passagem e suspeita que chacina tenha sido cometida pelo crime organizado; outras cinco pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para o hospital

O Estado de S. Paulo

07 de março de 2015 | 11h28

Atualizado às 18h49.

SÃO PAULO - Dez pessoas morreram e cinco ficaram feridas em menos de seis horas entre a noite de sexta-feira, 6, e a madrugada deste sábado, 7, na região do Jardim São Luís, na zona sul de São Paulo. Os crimes aconteceram em quatro endereços diferentes, mas próximos um dos outros.

Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, sete dos dez mortos tinham passagem por tráfico, roubo, furto, homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Uma das hipóteses investigadas é o envolvimento do crime organizado. 

Moradores estão com medo da violência no bairro. Peritos e investigadores passaram a madrugada e parte da manhã nos quatro pontos onde foram registrados os crimes. Mas a polícia ainda não tem certeza se os assassinatos têm ligação entre si.  

No início da manhã, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) chegou a afirmar que 11 vítimas haviam morrido, mas corrigiu a informação na tarde deste sábado. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os cinco feridos foram encaminhados para o Pronto Socorro do Campo Limpo e para o Hospital do M`Boi Mirim, também na zona sul. Um deles já foi liberado e os outros têm o quadro estável, informou a pasta.

O DHPP já divulgou o retrato falado de um dos suspeitos pela chacina. É um homem forte, de cabelos castanhos escuros, que aparentava ter cerca de 30 anos e 1,65m de altura. 


Série. Os ataques começaram na Rua Manoel de Siqueira, em Piraporinha, onde Bruno Rafael Clemente Silva, de 23 anos, foi encontrado morto, às 22h de sexta, com cinco ferimentos de tiros na cabeça, quatro no pescoço, um no tórax, um na perna esquerda e um nas costas. No local, os policiais apreenderam cinco fragmentos de projeteis e 10 cartuchos de 9mm deflagrados.

Pouco depois, às 22h27, os PMs foram chamados para atender ocorrência na Rua Pedro da Costa Faleiros, em que quatro pessoas foram baleadas. O pintor James de Souza, de 35 anos, morreu com sete tiros, sendo quatro na cabeça, assim como o menor Ewerton Silva, de 16, atingido por 11 disparos na cabeça, mão, braço, costas e no tórax. 

Outros dois jovens, ambos de 18 anos, sobreviveram à tentativa de homicídio e foram socorridos ao Hospital M’Boi Mirim. Um deles, atingido no abdômen, estava em cirurgia e o outro, ferido no braço esquerdo, disse aos policiais que caminhava pela rua quando viu quatro homens chegarem em duas motos e atirarem. 

Na Avenida Fim de Semana, por volta das 3h10 da madrugada de sábado, três pessoas que estavam em um bar foram baleadas por um homem que entrou atirando.O motoboy Sidney Vieira Nascimento, de 32 anos, morreu no local com dois tiros. O desempregado Sidnei dos Santos, de 25 anos, foi encontrado morto na viela ao lado do estabelecimento, atingido por cinco disparos. 

Um pizzaiolo, de 21 anos, foi atingido no abdômen e antebraço esquerdo e foi socorrido ao Pronto Socorro do Hospital Campo Limpo, também na zona sul. Segundo uma testemunha, o suspeito só não atingiu outras pessoas porque a arma falhou. A ocorrência foi registrada no 92.º Distrito Policial (Parque Santo Antônio).

Na Rua José Sedenho, às 3h38, mais cinco pessoas que estavam em um bar também foram mortas a tiros. Testemunhas disseram à polícia que um homem atirou aleatoriamente contra diversas pessoas. Um vendedor de 38 anos foi socorrido ao Hospital M’ Boi Mirim com ferimento no antebraço direito e outro homem, de 33, para o Hospital Campo Limpo, onde passava por cirurgia. 

A polícia orienta para quem souber de alguma pista ligar no Disque-Denúncia, no 181, sem necessidade de se identificar. Neste ano, a Região Metropolitana de São Paulo já registrou cinco chacinas.

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